Publicado em 11/11/2016 as 11:00am

Equipe de Trump já discute deportação de milhões de imigrantes

O Wall Street Journal diz que, além da deportação em massa, a força-tarefa já planeja construção de muro na fronteira com o México e revogar a promessa do presidente Barack Obama de proteger contra a deportação imigrantes sem documentos trazidos para o pa

O Wall Street Journal informa que a equipe de transição de Trump já está trabalhando há meses em um prédio ao lado da Casa Branca e inclui uma força- tarefa que planeja o início da construção de um muro na fronteira com o México e a deportação da primeira leva de dois milhões de imigrantes ilegais.

Os planos incluem a renegociação do Tratado de Livre Comércio com o México e o Canadá, a retirada dos Estados Unidos do Tratado de Livre Comércio do Pacífico e do acordo do clima de Paris.

Nesta quinta-feira, dia 10, o presidente eleito disse, depois de uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Paul Ryan, que após sua posse trabalhará muito rapidamente em questões como saúde e imigração.

Falando no gabinete de Ryan, Trump afirmou a repórteres: “Nós vamos reduzir impostos, como vocês sabem”, e acrescentou: “Acredito que vamos fazer algumas coisas absolutamente espetaculares para o povo americano”.

A equipe de transição de Trump, tal como suas operações de campanha, é muito menor do que a dos candidatos republicanos anteriores e não produziu as volumosas propostas de política e legislação exigidas por eles, inclusive Mitt Romney, quatro anos atrás.

Em vez disso, a equipe produz, sobretudo, memorandos de no máximo 20 páginas sobre itens específicos: O que Trump precisa saber sobre o Departamento do Tesouro? Qual é a finalidade do Conselho Econômico Nacional? Quais questões têm prioridade no primeiro dia, nos primeiros 100 dias e nos primeiros 200?

A equipe também está montando uma lista de pessoas para preencher os principais cargos no governo Trump. Alguns têm estado bem próximos ao presidente recém-eleito. Entre os cogitados para procurador-geral estão o governador de Nova Jersey, Chris Christie, um dos principais consultores da campanha e chefe da equipe de transição de Trump, e o governador do Estado de Arkansas, Asa Hutchinson, dizem dois assessores da campanha. A pequena equipe de campanha de Trump, que incluiu Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, e Newt Gingrich, ex- presidente da Câmara, pode formar o núcleo do novo governo. Os nomes discutidos para o departamento de Saúde e Serviço Social incluem o governador da Louisiana, Bobby Jindal, e Ben Carson, um dos rivais de Trump nas primárias, diz um membro da equipe de transição.

“O chefe de gabinete deve ser apontado daqui a duas semanas e haverá uma corrida para nomear e aprovar o gabinete dentro de duas semanas antes da posse”, diz Mike Leavitt, ex-governador de Utah e consultor da equipe de transição.

“A prioridade é colocar uma equipe em campo”, diz Leavitt.

Em seus primeiros dias no cargo, Trump pretende anunciar que vai reabrir o Tratato Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) e se retirar da Parceria Transpacífica. Ele planeja pedir a seu secretário de Comércio para identificar, e então remediar, todos os “abusos” de comércio exterior “que afetam injustamente os trabalhadores americanos”. E também pretende cancelar as restrições à exploração de reservas de petróleo, aprovar o oleoduto Keystone e cancelar bilhões de dólares em pagamentos aos programas das Organizações das Nações Unidas destinados a mitigar as mudanças climáticas.

O empresário nova-iorquino prometeu, ainda, revogar a promessa do presidente Barack Obama de proteger contra a deportação imigrantes sem documentos trazidos para o país na infância, além de começar a deportar até 2 milhões de imigrantes sem documentos que tenham antecedentes criminais.

Fonte: Da redação