Publicado em 17/11/2016 as 10:49pm

Advogado afirma: "Trump vai legalizar os bons imigrantes"

O advogado Danilo Brack ressaltou que quem acompanhou a entrevista até o final viu que o no chefe da nação dividiu o assunto "imigração" em dois tópicos

Praticamente toda a mídia destacou as ameaças de deportação do presidente eleito, pelos Estados Unidos, Donald Trump feitas durante a entrevista que ele concedeu ao programa “60 Minutes”, na rede de televisão CBS. Mas o advogado Danilo Brack ressaltou que quem acompanhou a entrevista até o final viu que o no chefe da nação dividiu o assunto “imigração” em dois tópicos.

Danilo cita que na primeira vez que abordou o assunto, Trump deixou claro que a imigração é uma das suas três primeiras prioridades e que “realmente vai construir um muro na fronteira com o México e deportar todos os imigrantes criminosos”, o que pode chegar a três milhões de pessoas, segundo o bilionário. “Mas eu acho que estes números apresentados por ele estão incorretos. Não existem tantos imigrantes criminosos assim no país”, continua.

Mas o advogado quer destacar a segunda parte da entrevista, onde Trump abordou a imigração. “O presidente eleito disse, após falar da construção do muro e das deportações, que iria cuidar de quem ficar no país, aos quais ele chamou de sensacionais”, explicou Danilo.

O advogado, que é especialista em imigração, disse que analisou criteriosamente a entrevista de Trump e percebeu que ele tem boas intenções para os imigrantes trabalhadores e de bem.  “Observando essas declarações objetivamente acredito que ele (Trump) está expressando querer simplesmente utilizar as leis atuais para executar remoções de pessoas que vê como risco à sociedade e reformar o código para propiciar aos imigrantes não-criminosos (a grande maioria) a oportunidade de se legalizar”, afirma.

Danilo ressalta que está óbvio a intenção de Trump em solucionar o problema da imigração no país. “Mesmo que a mídia não queira reconhecer, isso segue o princípio de uma declaração que ele fez há cerca de um mês, onde disse que a intenção não era separar as famílias”, disse. “Independente de ser ou não a nossa escolha, o presidente eleito será o chefe da nação pelos próximos quatro anos e podemos apenas esperar que Deus aja em favor dos imigrantes através dele”, continua.

O advogado cita que uma de suas esperanças é que o voto latino que rejeitou o Partido Republicano nas últimas três eleições tenha acordado os líderes para a necessidade de agir humanamente com a comunidade imigrante. “E a esperança se expande perante a essas declarações e o fato do líder da Câmara de Deputados ter-se declarado várias vezes a favor de uma reforma imigratória, assim como foi a favor da proposta de 2013 que o seu antecessor arquivou sem voto. Como dizem, a esperança é última que morre e a minha está na promessa de Deus para o nosso povo”, finaliza.

Fonte: Brazilian Times