Publicado em 18/11/2016 as 7:00pm

Prefeitos de Boston se une a outros para lutar contra ameaças de Trump aos imigrantes

Prefeitos de Boston se une a outros para lutar contra ameaças de Trump aos imigrantes

Diante da eleição de Donald Trump e as ameaças de repressão aos imigrantes indocumentados, os prefeitos de Boston, Chicago, Los Angeles e New York reafirmaram suas promessas de continuar as políticas para contra as deportações e continuarem a serem conhecidas como “Cidades Santuários”.

Em uma entrevista ao programa “60 Minutes”, a primeira como presidente eleito, Trump confirmou que pretende deportar de 2 a 3 milhões de imigrantes com registros criminais. “O que nós faremos é pegar as pessoas que são criminosas e possuem registros criminais, membros de gangues, traficantes de drogas. Provavelmente dois milhões de pessoas ou até mesmo três milhões. Estaremos tirando-as do nosso país”, disse à CBS.

As ameaças feitas durante a campanha e após a eleição de acabar com as “Cidades Santuários” levaram as autoridades destas localidades, em todo o país, a reiterar seus papéis de proporcionar “um santuário aos imigrantes”.

O prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, disse que ele evita usa a expressão “Cidade Santuário” e que ela é mal entendida. “Nós colaboramos o tempo todo com os agentes federais de imigração quando há imigrantes criminosos que estão em nosso meio e precisam ser deportados”, disse. “Nós somos uma cidade acolhedora aos homens de bem, onde os policiais não andam por aí pedindo o status de imigração das pessoas”, continuou.

O chefe de polícia da cidade, Charlie Beck, disse na segunda-feira (14) que seu departamento não pretende se envolver e nem ajudar a promover a deportação e que continuará a lutar para que seus policiais não abordem as pessoas pelo simples fato de querer exigir o status imigratório.

Os prefeitos de Chicago, Boston e New York também reafirmaram suas posições em relação à deportação dos imigrantes.

“Nós estamos seguros em Chicago. Você está seguro em Chicago. Você tem apoio em Chicago”, disse o prefeito Rahm Emanuel. “Agora, as administrações podem mudar, mas valores e princípios relacionados à inclusão não”, continuou. “Chicago sempre será uma Cidade Santuário”, finalizou.

Uma cidade ganha status de “santuário” ao passar uma portaria proibindo os oficiais da cidade e a polícia de perguntar sobre o status de imigração de uma pessoa. Los Angeles tornou-se a primeira cidade santuário em 1979.

O prefeito de Boston, Marty Walsh disse que no dia seguinte a eleição de Trump, ele vai trabalhar para proteger os imigrantes indocumentados e “não deixará ninguém mudar as políticas da cidade”, no quem diz respeitos aos caminhos para a cidadania.

San Francisco foi mais longe e se recusou a cooperar com as autoridades federais de imigração. Declarou-se uma cidade santuário em 1989 e reforçou sua postura em 2003 com a portaria “Due Process for All”. A lei declarou que as autoridades locais não podem deter imigrantes para funcionários de imigração se eles não têm crimes de violência em seus registros e não enfrentam acusações.

De acordo com o Center for Immigration Studies, um grupo filantrópico que defende a aplicação restrita das leis de imigração, existem 300 “Cidades Santuários” nos Estados Unidos. Estima-se que haja 11 milhões de imigrantes indocumentados em todo o país.

Nem todos concordam com a postura assumida por esses prefeitos. “Não é segredo que imigrantes criminosos e terroristas estão procurando lugares para ir onde eles são menos susceptíveis de serem apanhados”, disse Thomas Hodgson, xerife do Condado de Bristol, em Massachusetts, ,.

Ele afirma que as “Cidades Santuários” quebram a lei federal.

Fonte: Da redação