Publicado em 1/03/2017 as 6:00pm

A imigração ilegal caiu 27% em janeiro

A imigração ilegal caiu 27% em janeiro

A imigração ilegal na fronteira sudoeste dos Estados Unidos despencou em janeiro, em comparação com dezembro, quando o fluxo de famílias de imigrantes indocumentadas e crianças viajaram sozinhas era grande, ??de acordo com dados divulgados pela Customs and Border Protection (CBP), nesta segunda-feira (27/02).

Os números ainda são elevados em comparação com os últimos anos - na verdade, é o pior janeiro desde 2012.

Mas as apreensões totais de imigrantes que tentavam se esgueirar pela fronteira caíram 27% com uma base de mês a mês. E o número de migrantes inadmissíveis que apareceram nos postos de entrada do sudoeste caiu 28 por cento.

As apreensões são consideradas um indicador do fluxo geral: Quanto mais pessoas são pegas, mais se acredita que estão passando.

O fluxo sempre diminui nos meses mais rigorosos do inverno, antes de iniciar novamente na primavera. No ano passado, as apreensões da Patrulha de Fronteira caíram 36% entre dezembro e janeiro.

"A imigração permaneceu em níveis elevados, principalmente devido a unidades familiares e crianças não acompanhadas da América Central, cidadãos haitianos migrando do Brasil e cidadãos cubanos", disse o CBP ao divulgar os números.

"O CBP continua a manter uma postura de segurança forte através de verificações de antecedentes de todos os indivíduos encontrados e garante que cada pessoa é processada de acordo com as leis de imigração dos EUA e a política do Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês)", disse a agência.

O número de cubanos que compareceram para exigir entrada caiu de quase 5.000 em dezembro para apenas 1.572 em janeiro, quando a nova política cubana do presidente Obama deu início em 12 de janeiro. Segundo essa política, aqueles que são apanhados em solo dos Estados Unidos já não têm direito a tratamentos especiais.

Mas o número de haitianos que exigiram entrada registrou-se em janeiro, sugerindo um fluxo renovado dessa nacionalidade. Dezenas de milhares de haitianos fugiram de seu país durante a última década, indo para a América do Sul. Mas no último ano, eles começaram a tentar conquistar um lugar nos EUA, seduzidos pelo que eles viram como políticas de execução relaxadas.

Fonte: Brazilian Times