Publicado em 20/03/2017 as 1:00pm

Família de brasileiro morto na travessia não acredita em afogamento: "Foi assassinato"

Família de brasileiro morto na travessia não acredita em afogamento: "Foi assassinato"

O jornal Brazilian Times divulgou na edição passada a morte do rondoniense Júlio Barcellos, que aconteceu durante a travessia do Rio Grande, na cidade de Nuevo laredo, no México, a caminho dos Estados Unidos. A princípio, as autoridades mexicanas e o Itamaraty afirmam que a causa foi afogamento.

Mas a família disse neste final de semana, a veículos de comunicação da cidade de Jaru (Rondônia), que não acredita que o motivo da morte tenha sido afogamento. “Eles falaram que foi por afogamento. Mas meu irmão sabia nadar muito bem, era um cara esperto, sabia se virar. Era humilde, bom, se relacionava bem com todo mundo. Ele falava espanhol muito bem e um pouco de inglês por já ter morado nos EUA muito tempo”, afirmou a irmã Ananias Barcellos.

Os familiares e amigos de Júlio não conseguem aceitar a causa apresentada pelas autoridades para a morte. “Não entra na cabeça da família que foi por afogamento. Achamos que ele pode ter sido assassinado por algum mexicano que fica na fronteira, foi vítima de disputa de coiote ou mesmo pode ter sido picado por alguma cobra porque dizem que lá tem muita. Sei lá, mas afogamento nós estamos duvidando porque ele nasceu em beira de rio e sabia nadar muito bem”, reafirmou a irmã.

O último contato do brasileiro com a família foi na noite do dia 25 de fevereiro, quando ele se preparava para iniciar a travessia da fronteira.

Segunda tentativa

Segundo as informações, esta foi a segunda vez que Júlio tentaria a travessia ilegal para os EUA. Na primeira tentativa ele conseguiu passar para o lado estadunidense, viveu em New Jersey durante nove anos e retornou para Brasil para visitar a família. “Era um cara muito querido e que se dava bem com todos os irmãos”, declarou Ananias.

Ela disse que o irmão chegou a ir para as Bahamas no final do ano passado para tentar embarcar por lá, mas devido a problemas para realizar a travessia, ele acabou retornando ao Brasil.

Campanha

Ainda nesta quinta (16), a família fez um empréstimo de US$7 mil no banco para pagar a liberação e o traslado do corpo até Porto Velho (RO). A funerária no México confirmou que o corpo deverá ser liberado na próxima quarta-feira, dia 22, e será feito o traslado até o município de Jaru (RO), onde se realizará o velório e o sepultamento.

Agora, a família está fazendo uma campanha para arrecadar dinheiro para pagar o empréstimo de US$7 mil. “Os amigos e a comunidade da cidade de Jaru estão ajudando. Agora é correr contra o tempo para quitar essa dívida com o banco o mais rápido possível”, ressalta Ananias.

Quem quiser colaborar, pode fazer uma doação de qualquer valor na conta-poupança de número 297601300011890-1, em nome de Márcia Ribeiro da Silva.

Fonte: Brazilian Times