Publicado em 24/04/2017 as 2:00pm

Brasileiro acusado de vender armas ilegalmente teria dito que "iria matar alguém por dinheiro"

Brasileiro acusado de vender armas ilegalmente teria dito que "iria matar alguém por dinheiro"

Na sexta-feira (21) teve início, em um Tribunal Federal, o julgamento do brasileiro que vive ilegalmente nos Estados Unidos desde 2002. Acemar Damaceno enfrenta acusações de vender armas de fogo, sem autorização, e dizer que "iria matar uma pessoa por um valor".

Ele morava em Weymouth (Massachusetts) quando foi detido e levado sob custódia federal na manhã do dia 7 de abril.

Uma testemunha que cooperou com a polícia forneceu às autoridades federais informações sobre o brasileiro, que é conhecido como "Marcus" e estava lhe oferecendo armas de fogo. A declaração foi feita pelo escritório do Procurador Distrital dos EUA.

O informante, que trabalha com a Homeland Security desde 2010, disse que conheceu Marcus através de um amigo em comum.

De acordo com as investigações, ele foi à casa de Marcus, em Weymouth, no dia 11 de março, quando o brasileiro teria dito que "mataria qualquer pessoa por um valor". "Ele, então, me mostrou uma arma de calibre .45, uma espingarda e um saco contendo várias quantidades de munição que estavam escondidas no porão", disse a testemunha.

Marcus teria oferecido para vender à testemunha o revólver pelo valor de US$ 1.500.

No dia da prisão, a polícia impediu que Damaceno saísse em seu carro. Ele foi preso e uma busca realizada em sua residência descobriu uma pistola Kimber Ultra Ten II calibre .45 carregada com dez cartuchos e uma espingarda Iver Johnson Champion sem numeração e de série. A pistola Kimber foi identificada como produto de roubo no estado de Connecticut, em outubro de 2011.

Durante um interrogatório, Damaceno admitiu aos policiais que ele era o dono das armas e munições. O brasileiro também teria dito ele não é um cidadão dos EUA e está ilegalmente no país desde 2002, quando cruzou a fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Damaceno é acusado de ser um estrangeiro com posse ilegal de arma de fogo e munição. Caso ele venha ser condenado, pode pegar até 10 anos de prisão, três anos de liberdade supervisionada, uma multa de US $ 250.000 e deportação após a conclusão da sentença imposta.

Os investigadores também trabalham na denúncia de que ele teria dito que mataria por dinheiro. As informações contidas no documento de acusação. Presume-se que o réu é inocente até que seja provada a culpa.

Fonte: Brazilian Times