Publicado em 28/06/2017 as 10:00am

Corpo do brasileiro que morreu após pular de ponte em Fall River é encontrado

Clayton Marques pulou na quinta-feira, dia 22, e somente nesta segunda, dia 26, os bombeiros encontraram o corpo.

Corpo do brasileiro que morreu após pular de ponte em Fall River é encontrado Clayton teria pulado da ponte

Mais um caso de possível suicídio é registrado na comunidade brasileira em Massachusetts. Na tarde desta quinta-feira, dia 22, as autoridades de Fall River noticiaram que o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a uma ocorrência de um homem que pulou da Braga Bridge.

De acordo com as informações de testemunhas, o homem dirigiu até a ponte, parou o veículo, foi até a proteção lateral e pulou no rio Taunton. A polícia ainda investiga o caso. Uma intensa busca foi mobilizada para encontrar o corpo e além da equipe de resgate por água, um helicóptero ajudou na procura.

Somente na segunda-feira, dia 26, por volta das 11:15 a.m., de acordo com o chefe do Corpo de Bombeiros, John Lynch, o corpo foi identificado como sendo do mineiro Clayton Marques, natural de Curvelo e ex-aluno da Escola Técnica de Sete Lagoas.

Na quinta-feira, dia 27, familiares e amigos iniciaram uma vigília com oração ecumênica em memória de Clayton.

Nas redes sociais, amigos expressaram a dor que sentiram com a morte e ressaltaram o quanto Clayton era importante na vida deles. “Uma pessoa agradável, alegre e sempre amiga”, escreveu um internauta.

Bastante abatido, Valdinei Pereira, escreveu em sua página no Facebook que “não consegue entender porque isso aconteceu e que sentirá muitas saudades”.

De acordo com registros, se for confirmado que ele pulou na ponte, este será o terceiro brasileiro que comete suicídio este ano nos Estados Unidos. Mas casos assim já vem sendo registrados há algum tempo. Tanto é que foi criado o Grupo Solidariedade que tem como objetivo central dar suporte para as famílias que passam por este tipo de problemas e também orientar pessoas com depressão a enfrentar os problemas sem pensar em tirar a vida.

Na época da criação, o Brazilian Times conversou com Lídia Souza, uma das idealizadoras e diretoras do projeto. Ela explicou que o problema é mais comum do que as pessoas pensam.

Lídia disse que para combater a depressão é preciso, primeiro, saber do que se trata e como ela surge. “Isso é fundamental para que em primeiro lugar saibamos o que temos e aí sim ver todas as possibilidades que temos para o tratamento”.

A ativista ressaltou que depressão é uma tristeza profunda, a qual é um estado emocional normal em todos os seres humanos. “Pois é através deste sentimento que enxergamos o que venha ser a alegria. Acontece algo desagradável e que muitas das vezes não esperávamos. Com isso surge a tristeza, o medo, a culpa e o desespero”, continuou.

Ela explicou que as emoções são, resumidamente, os motores que buscam restaurar o equilíbrio e a harmonia perdida por instantes, pelo organismo. Depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

Lídia afirmou que todos já conviveram com a “depressão” e com outras emoções negativas (medo, raiva, ansiedade, pânico, vergonha, ciúme, etc.), seja por horas, dias, meses ou anos. “A maior parte das pessoas entra e sai da “depressão” e de outras emoções desagradáveis com relativa facilidade, utilizando recursos próprios, quase sempre de maneira automática”, acrescentou.

Atualmente, a depressão é uma doença incapacitante que atinge por volta de 350 milhões de pessoas no mundo. Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves.

A ativista explicou que para combater a depressão é preciso que a pessoa tenha um posicionamento positivo, buscando fazer exercícios físicos, terapias ocupacionais, trabalhos manuais, ioga, natação, ouvir música e dançar. “Estas são algumas maneiras de amenizar a depressão sem precisar de medicamentos”, fala.

Já em relação a quem está em estágio avançado, é preciso um acompanhamento com psicólogos e psiquiatras, tendo a necessidade de ingestão de medicamentos.

Lídia explicou que, geralmente, as pessoas não dão muita importância a exames de sangue como intuito de checar níveis hormonais e vitamínicos. “A falta da vitamina D no organismo pode acarretar diversas doenças, inclusive a depressão”, disse.

Nos Estados Unidos, especificamente em Massachusetts, existem vários órgãos que trabalham para ajudar pessoas com depressão. Lídia cita o National Suicide Prevention Hot LIne (telefone 1-800-273-8255), Samaritans (1-877 8704673) e o Brockton Multi Services (1-877-670-9957). “Esses são os lugares preparados para ajudar uma pessoa que está pensando em tirar a sua vida”, continua.

Lídia citou ainda o site www.dbsaboston.com, como um dos importantes grupos destinados a ajudar pessoas com transtornos mentais.

Fonte: Redação - Brazilian Times