Publicado em 16/08/2017 as 1:00pm

Imigrante que testemunhou dois homicídios vai ser liberado pelo ICE

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Imigrante que testemunhou dois homicídios vai ser liberado pelo ICE Esposa exibe foto do marido

Um imigrante indocumentado, que foi preso por agentes federais, vai ser liberado devido a coragem de testemunhar dois casos de homicídios no Brooklyn, em New York. Na quinta-feira, dia 10, uma juíza de imigração estabeleceu uma fiança de US$20 mil para William Siguencia Hurtado, depois de elogiá-lo por ajudar o escritório do Procurador Distrital a prender cinco assassinos.

"É uma notícia incrível", disse a advogada de Hurtado, Karen De La Cruz. Ela acrescentou que, na semana passada, forneceu à Lauren Farber, uma carta do Brooklyn DA, solicitando a liberação de sua cliente - e uma cópia da história do jornal Daily News sobre o trabalho corajoso de seu cliente auxiliando os promotores.

O prefeito de New York, De Blasio, também enviou uma carta a Farber, no dia10, defendendo a liberdade de Hurtado para que ele pudesse continuar a manter o sustente de sua esposa, Marta Mizhquiri e duas crianças cidadãs nascidas nos EUA.

A juíza Farber ordenou que o imigrante de 34 anos fosse liberado em fiança, apesar das objeções do Immigration and Customs Enforcement (ICE), que argumentavam que ele era um perigo para a comunidade.

Agora, o imigrante equatoriano poderá atuar como motorista de táxi enquanto tenta obter status permanente. Ele foi preso em 29 de junho durante seu check-in anual do ICE. Sua prisão foi parte da repressão imposta pelo presidente Donald Trump contra imigrantes indocumentados.

Hurtado chegou aos EUA em 2002. Ele foi preso duas vezes em 2004 - por assédio e violação estatutária, mas ambos os casos foram posteriormente arquivados.

Na época, os agentes de imigração o detiveram temporariamente. Ele pagou fiança, mas em março de 2005, um juiz ordenou a sua deportação depois que ele não compareceu a uma audiência.

Em julho de 2012, Hurtado testemunhou o esfaqueamento e morte de um homem de 20 anos de idade ao lado de uma boate. Seu testemunho ajudou a prender dois membros de gangue.

Ele também entregou informações aos promotores do Brooklyn, em 2012, sobre um caso de homicídio, testemunhando uma briga em um clube que mais tarde levou a três assaltantes a bater em um homem com força até a morte.

Fonte: Redação - Brazilian Times