Publicado em 20/08/2017 as 6:00pm

“Dreamers” de CT pedem fim das deportações

Dezenas de jovens imigrantes de Connecticut e seus aliados marcharam para a Casa Branca na terça-feira (15), esperando persuadir o presidente Donald Trump a continuar um programa que os proteja da deportação.

“Dreamers” de CT pedem fim das deportações Mulher segura cartaz em frente a Casa Branca durante protesto

Dezenas de jovens imigrantes de Connecticut e seus aliados marcharam para a Casa Branca, em Washington DC, na terça-feira (15), esperando persuadir o presidente Donald Trump a continuar um programa que os proteja da deportação.

Mas o presidente não estava na Casa Branca e nem em Washington. Ele estava na Trump Tower. Mesmo assim, isso não desestimulou os mais de 1.200 manifestantes que cantavam em inglês e espanhol para que o presidente ignorasse o pedido de uma dúzia de procuradores-gerais do estado pelo o fim do programa Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA) que oferece proteção para os jovens indocumentados trazidos para os Estados Unidos quando ainda eram crianças.

Os procuradores, liderados por Ken Paxton, do Texas, processaram com sucesso o ex-presidente Obama e o impediram de prolongar esse programa aos pais de crianças que são cidadãs dos EUA ou residentes permanentes legais. Agora eles estão ameaçando entrar com um processo para encerrar o DACA, se não for revogado até 5 de setembro.

Uma revogação colocaria cerca de 10 mil jovens de Connecticut em perigo de deportação.

A marcha foi pacífica e parecia bem organizada sob o olhar atento do Serviço Secreto e do Departamento de Polícia do Metropolitan D.C. Mas vários manifestantes, incluindo o deputado Luis Gutiérrez (D-Ill), sentaram-se em frente à Casa Branca e optaram por serem presos.

Gutiérrez, um feroz defensor dos imigrantes, foi preso várias vezes em manifestações similares.

Para os críticos do DACA, o programa é um símbolo da "ilegalidade" de Obama e promoveu diretamente um aumento na onda de imigrantes indocumentados no país.

Já os defensores do DACA, os jovens imigrantes, que se autodenominam "Dreamers", são membros destacados em suas comunidades, que foram criados como cidadãos dos EUA e desconhecem as culturas de seus países de origem. Trump, uma linha dura contra a imigração, expressou sua simpatia pelos jovens. Mas sua administração não indicou o que fará e o tempo está passando. "Ainda não sabemos nada”, disse Camila Bortolleto, ativista da CT Students for a Dream. "Estamos aqui para deixar (Trump) saber que apoiamos o DACA e queremos que ele o apoie também".

Ela acrescentou: "Com este presidente, tudo é muito incerto".

Bortolleto, 29 anos, nasceu no Brasil e tinha nove anos quando chegou aos Estados Unidos com seus pais e uma irmã. Ela viajou para Washington, DC, em um ônibus que saiu e Danbury (CT) com dezenas de outros jovens imigrantes, incluindo Angelica Idrovo, organizadora regional do CT Students for a Dream.

Idrovo, 21 anos, foi trazida por seus pais aos Estados Unidos quando tinha 12 anos. Mas chegaram a este país um ano depois do exigido pelo programa e por isso ela não se qualificou. "Estou aqui apoiando os Dreamers", disse. "Infelizmente, não sou elegível para o programa. Eu sou indocumentada", continuou.

Ainda assim, o trabalho de Idrovo é ajudar aqueles que são elegíveis para se candidatar.

Fonte: Redação - Brazilian Times