Publicado em 16/10/2017 as 2:00pm

Informante do ICE, brasileiro recebe ordem de deportação

Renato Filippi abriu um processo contra a agência de imigração.

Informante do ICE, brasileiro recebe ordem de deportação Renato Filippi está processando o ICE.

Um brasileiro, que mora em Nashua (New Hamsphire), e enfrenta deportação abriu um processo contra o Immigration and Customs Enforcement (ICE), alegando que funcionários federais estão se retirando de um acordo feito como ele há quase 15 anos.

Renato Filippi construiu uma vida em New Hampshire. Ele criou uma família e possui uma casa, mas no mês passado, foi notificado com um aviso emitido pelo governo dizendo que será deportado em novembro. Se for expulso do país, ele deixaria sua esposa e filha nos Estados Unidos.

"Ele está enfrentando a destruição de toda a sua vida. É o que ele enfrenta ", disse Robert McDaniel, advogado de do brasileiro.

Os advogados disseram que, quando chegou aos Estados Unidos do Brasil, há mais de 15 anos, ele foi contrabandeado por criminosos da América Latina e foi imediatamente preso por oficiais do Serviço de Naturalização da Imigração, responsável pela aplicação das leis de imigração.

"Eles decidiram transformar e colocá-lo de volta ao meio dos criminosos que o contrabandearam para o país, para que pudesse obter informações dos coiotes e ter o benefício do governo", disse McDaniel.

Filippi disse que se tornou um informante com uma promessa de que ele teria permissão para ficar nos EUA. Ele disse que ele serviu como informante por anos.

O brasileiro recebeu uma Autorização de Trabalho, um cartão de Social Security e uma carteira de motorista, mas agora tudo poderá ser tirado dele. Filippi está processando a agência de imigração para mantar seus benefícios.

Seus advogados estudam as opções em que o brasileiro pode se encaixar, inclusive qualificá-lo para um Visto S, colocando-o no caminho para ganhar um Green Card "Estamos apenas pedindo que as autoridades compram o negócio que fez com ele", disse George Bruno, advogado de Filippi.

Fonte: Redação - Brazilian Times

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