Publicado em 25/10/2017 as 6:00pm

Começa julgamento de imigrante acusado de matar jovem na California

O caso esquentou o debate sobre imigração e foi um dos principais assuntos na campanha de Donald Trump.

Começou na segunda-feira, dia 23, o julgamento de um imigrante acusado de um assassinato cometido no cais de San Francisco (Califórnia), há dois anos, e o assunto intensificou um debate sobre imigração.

Kate Kate Steinle, de 32 anos, foi morta com um tiro enquanto caminhava em pelo cais, ao lado do pai, em 1º de julho de 2015. O suspeito, José Inês Garcia Zarate, anteriormente conhecido como Juan Francisco Lopez-Sanchez, afirma ter encontrado a arma envolvida em uma camiseta sob um banco e quando foi conferir o que era, o disparo saiu acidentalmente. Mas os promotores alegam que ele também apontou a arma para as pessoas.

Os investigadores ressaltaram que a arma pertencia a um dos guardas de segurança do Escritório de Gestão de Terras e foi roubada do carro de um agente federal.

Zarate, do México, havia sido deportado várias vezes e tinha condenações anteriores por reentrada após a deportação. Ele é acusado de assassinato em segundo grau pela morte de Steinle e se declarou inocente.

Antes de cometer o assassinato, o imigrante foi liberado de uma prisão de São Francisco depois que uma acusação por posse de droga foi arquivada. No período em que ele estava preso, agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE) buscavam um mandado para obter a custódio dele. Mas como a cidade é considerada santuário para imigrantes, as autoridades locais liberaram o homem sem esperar a chegada da Imigração.

Kate estava ao lado do pai quando foi baleada.

A morte de Steinle tornou-se o centro de um debate nacional de imigração e, durante a campanha presidencial de 2016, o atual presidente Donald Trump invocou o caso como parte de sua justificativa para a construção de um muro na fronteira entre os EUA e o México.

O pai de Steinle, James Steinle, que estava com junto quando ela foi baleada, falou durante a audiência de segunda e em testemunho emocionante, descreveu não entender o que aconteceu. Quando viu que algo estava errado, agarrou e segurou sua filha, e quando a virou, percebeu o que parecia ser uma ferida de bala. Ele disse que forneceu os primeiros-socorros até a chegada dos paramédicos.

De acordo com o San Francisco Chronicle, a Procuradora-adjunta, Diana Garcia, disse afirmou que Zarate apontou a arma para Kate Steinle e para a multidão. "Ela está morta porque este homem ... apontou essa arma em sua direção e puxou o gatilho", afirmou ao júri.

O advogado de defesa, Matt Gonzalez, disse aos jurados: "O que aconteceu foi uma tragédia e um acidente".

Ele disse que seu cliente encontrou a arma no cais e que ela descarregou acidentalmente e sem querer. Gonzalez disse que depois que a arma disparou, Zarate atirou-a na água para fazê-la parar de disparar.

O advogado ressaltou, ainda, que Zarate não percebeu que tinha atirado em alguém e argumentou que a arma era um "acidente anunciado".

Fonte: Redação - Brazilian Times