Publicado em 30/10/2017 as 1:00pm

Agente do ICE pega 7 anos de prisão por aceitar sexo e propina

No esquema, Arnaldo Echevarria fornecia permissões de trabalho aos indocumentados.

No dia 24, um agente do Departamento de Imigração (ICE) foi condenado a 7 anos de detenção numa penitenciária federal por aceitar sexo e US$ 75 mil em propinas para ajudar que imigrantes indocumentados permanecessem nos EUA. O réu Arnaldo Echevarria, de 40 anos, morador na região de Somerset de Franklin Township, obteve permissões de trabalho para os indocumentados alegando que os estrangeiros tinham obtido status de proteção temporário, informou a Promotoria Pública Federal através de um comunicado.

O status de proteção especial permite que pessoas naturais de determinados países que vivenciam desastres ambientais, conflitos armados ou outras circunstâncias extraordinárias permanecerem legalmente nos EUA. Nenhum dos indocumentados envolvidos no esquema tinha aplicado para o status de proteção temporário.

Num dos casos, Arnaldo pediu e recebeu sexo como forma de pagamento, detalharam as autoridades.

Além disso, Echevarria também empregou a namorada, que ele sabia estar em situação irregular nos EUA, no salão de beleza de propriedade dele em West Orange. Ele abriu o estabelecimento em dezembro de 2012, depois de dizer aos seus superiores no ICE que a atividade não entraria em conflito com o trabalho no Governo ou empregaria trabalhadores indocumentados.

Arnaldo tentou esconder o status migratório da namorada, incluindo assinando o contrato de aluguel e instalando serviços de TV a cabo e outras utilidades no apartamento em nome dele. A namorada e outras funcionárias no salão eram pagas em dinheiro e nunca preencheram o formulário de registro de funcionários.

Echevarria foi condenado em março por mentir, abrigar um imigrante indocumentado e várias acusações de receber propina. Após cumprir a pena, ele ficará 3 anos em liberdade condicional e terá que ressarcir US$ 75 mil.

Outro agente do ICE foi condenado por propina e sexo:

Quando o agente Jovany Perez, de 34 anos, do escritório do Departamento de Cidadania & Serviços Migratórios (USCIS) na Flórida, viu a imigrante, identificada pelas iniciais M.O., percebeu que a mulher tentava adquirir a cidadania americana através de um casamento falso. A entrevista ocorreu em abril desse ano e, na ocasião, o agente considerou a vítima alvo fácil para avanços sexuais e extorsão. Como resultado dessa mesma extorsão, Perez foi condenado a 4 anos de detenção.

O réu, morador em Miami (FL), foi sentenciado na sexta-feira (6), após ter assumido a culpa em 26 de julho relacionada à acusação de aceitar propina quando ocupava um cargo público. Enquanto agente federal que lidava com a aplicação de M.O., Perez tinha poder sobre o status migratório dela. Conforme vários documentos apresentados no tribunal, ele extrapolou esse poder ao dizer à M.O. que sabia que o casamento dela era falso, mas que poderia “ajuda-la” se ela se encontrasse com ele fora do escritório do USCIS, na Northwest 183rd Street.

O primeiro encontro, ocorrido no estacionamento de um restaurante, ocorreu no final daquele mesmo dia, quando Perez teria tocado nos seios de M.O., exposto a genitália e dizendo-lhe que era a “o último a decidir” o caso dela. A mulher negou o pedido de Perez para fazerem sexo no carro e decidiu levar o caso adiante. Ela contatou o Departamento de Segurança Nacional (DHS).

Durante os dois encontros seguintes, o DHS conseguiu a confirmação em áudio e vídeo das atividades ilícitas de Perez. Ele montou um plano no qual ele instruiria M.O sobre como preencher a aplicação para a cidadania e daria o testemunho dele para ajuda-la na aplicação para a residência permanente. O valor cobrado pela “ajuda” de Perez: US$ 2 mil. Os agentes o prenderam no flagra depois do encontro no qual ele aceitou dinheiro.

Fonte: Redação - Brazilian Times