Publicado em 6/11/2017 as 10:00am

Após processo da ACLU, ICE liberta imigrante de 10 anos com paralisia cerebral

Autoridades federais de imigração libertaram menina de 10 anos que tem paralisia cerebral...

Autoridades federais de imigração libertaram menina de 10 anos que tem paralisia cerebral depois de detê-la após ela passar por uma cirurgia na última semana.
A American Civil Liberties Union (ACLU) anunciou no início da noite de sexta-feira, dia 03, que o governo federal libertou Rosa Maria Hernandez depois que o grupo abriu uma ação judicial pedindo a liberação da menina.

“Rosa Maria finalmente está livre. Estamos emocionados que ela possa ir para casa, para se curar, cercada pelo amor e apoio de sua família", disse Michael Tan, advogado do Projeto de Direitos dos Imigrantes da ACLU, em um comunicado. "Apesar do nosso alívio, a decisão da Patrulha da Fronteira em prender uma jovem em um hospital para crianças permanece inconcebível. Nenhuma criança deve passar por esse trauma e estamos trabalhando para garantir que isso não aconteça novamente".

A menina foi detida na semana passada por agentes da Patrulha da Fronteira depois que a ambulância que ela estava foi parada em um posto de controle.

Os agentes seguiram a ambulância até o hospital e esperaram do lado de fora do quarto da menina até que ela recebesse alta.

Depois que ela foi liberada, a garota teria sido levada para uma instalação em San Antonio destinada a crianças imigrantes que entraram sozinhas nos EUA.

A ACLU entrou com uma ação judicial contra a administração do Trump no final de outubro pedindo a libertação de Hernandez. O grupo argumentou que não era legal deter a menina, que "é completamente dependente de sua mãe" e "precisa desse cuidado, estabilidade, rotina e apoio".

"A menina não deveria ter sido detida nem por um segundo. Ela foi arrancada de sua família, sem autorização, pelo governo federal. Continuamos a lutar contra o governo a parar esse tipo de conduta desumano, sem coração e ilegal", disse Andre Segura, diretor jurídico da ACLU no Texas, onde aconteceu o ocorrido.

Fonte: Redação - Brazilian Times