Publicado em 6/11/2017 as 1:00pm

Imigração anuncia plano para monitorar empresas que contratam indocumentados

A Imigração e Alfândega dos Estados Unidos planeja aumentar seus esforços de monitoramento e...

Imigração anuncia plano para monitorar empresas que contratam indocumentados Thomas Homan, diretor do ICE.

A Imigração e Alfândega dos Estados Unidos planeja aumentar seus esforços de monitoramento e controle de empresas e vai processar àquelas que contratarem mão de obra de trabalhadores indocumentados nos Estados Unidos. A declaração foi feita no dia 19 de outubro pelo Diretor Interino de Imigração e Alfândega dos EUA durante evento no Arizona.

No evento, um porta-voz da Câmara de Comércio do estado do Arizona disse que os empresários estão dispostos a cumprir a lei e criticaram a administração de Trump com relação à abordagem hostil com os empresários. Atualmente as empresas do Arizona são obrigadas a utilizar um sistema de verificação de status imigratório chamado de E-Verify para saber se o candidato à vaga detém cidadania ou o direito de trabalhar nos Estados Unidos.

O Diretor da imigração disse que gostaria de ver o sistema ser utilizado em todo o País. Ainda em seu discurso, Homan criticou as cidades-santuário e defendeu a política ‘Trump’ de deportar imediatamente imigrantes que tenham registro criminal ou praticado algum delito nos Estados Unidos.

SISTEMA DE VERIFICAÇÃO DE STATUS

A U.S Immigration Costoms Enforcement, ou Imigração e Alfândega dos EUA, foi uma das agências Federais que contribuíram para a elaboração da lista de prioridades da políticaimigratória divulgada este mês pela Casa Branca. Entre os mais de 70 itens da lista, há um que prevê que os empregadores de todo o país sejam obrigados a usar o sistema E-Verify.

O uso do E-Verify, como uma base de dados Federal que ajudasse os empregadores a determinar o status de cidadania dos candidatos a emprego, foi uma das promessas no quesito imigração feitas pelo presidente Donald Trump durante sua campanha. A administração incluiu um pedido de US $ 131,5 milhões no orçamento para upgrades da atual versão do E-Verify, com o objetivo de expandir o sistema para o país em até três anos.

MÃO DE OBRA DE INDOCUMENTADOS

Para a brasileira e advogada de imigração, Renata Castro, os números divulgados na análise recente do Centro de Estudos de Imigração com base no Censo americano são prova de que não será tão fácil implementar o sistema de verificação de status em todo o país. Os dados divulgados mostram que a população imigrante dos EUA (legal e ilegal) atingiu um record de 43,7 milhões em 2016 e já é a mais alta dos últimos 106 anos. Os imigrantes representam hoje, segundo o estudo, quase 1 em cada 5 residentes dos EUA.

“A população indocumentada é a base da mão de obra de importantes setores econômicos aqui nos EUA. A Federação Agrícola dos Estados Unidos, por exemplo, estima que 60% da mão de obra da agricultura seja formados por esses imigrantes. A existência das cidades-santuário, criticada pela atual administração, é totalmente condicionada à postura de adoção de mão de obra de baixo custo que os EUA precisam e gostam”, pondera a Advogada de imigração.

Renata Castro destaca que a pressão da imigração sobre as empresas faz parte de um jogo de intimidação que a gestão Trump tem procurado adotar deste o início do mandato. “A capilaridade do País e a diversidade que temos não deve garantir a facilidade para que um sistema único de controle seja aplicado, mas a imigração sabe que apenas pelo anúncio já deve intimidar vários empresários que temerão penalidades ao contratar indocumentados”, afirma Castro. (fonte: Comex do Brasil)

Fonte: Redação - Brazilian Times