Publicado em 11/11/2017 as 12:00pm

Em NY, imigrante indocumentados busca “santuário” em igreja

Um número crescente de imigrantes indocumentados estão se mudando para igrejas norte-americanas em busca de um “santuário” e desta forma evitar ser deportado.

Em NY, imigrante indocumentados busca “santuário” em igreja Há dois meses Amanda Morales não sai da igreja

Um número crescente de imigrantes indocumentados estão se mudando para igrejas norte-americanas em busca de um “santuário” e desta forma evitar ser deportado.

Na cidade de New York (New York), uma indocumentada e seus filhos vivem igreja Episcopal Holyrood falou, para a Associated Press, sobre a sua atual condição. Amanda Morales vê seus filhos indo para a escola, todos os dias, posicionada na entrada da igreja. Mas ela nem se quer se aventura ir à calçada por medo do que possa acontecer se sair do prédio onde se tornou uma prisioneira virtual há mais de dois meses.

Ela vive em dois quartos pequenos na igreja que fica localizada na fronteira norte de Manhattan. A mudança aconteceu em agosto, quando as autoridades de imigração determinaram que ela seja deportada para a sua terra natal, Guatemala. Mas a imigrante afirma que não pode voltar e não quer deixar seus filhos, todos cidadãos dos EUA, e por isso decidiu pedir ajuda à igreja.

“Estar presa assim está me deixando louca. Tem algumas noites que eu quase não durmo”, disse Morales.

A AP informou que pelo menos duas dúzias de imigrantes indocumentados vivem em igrejas dos Estados Unidos desde que o Immigration and Customs Enforcement (ICE) começou a aplicar com maior rigor as leis de imigração, sob a administração do presidente Donald Trump. Estas ações resultaram em um aumento de 40% das prisões de imigrantes desde que ele tomou posse.

A agência afirmou, ainda, que as igrejas são consideradas “locais sensíveis” e não são patrulhadas pelos agentes do ICE com frequência. Desde 2014, pelo menos 50 casos conhecidos publicamente surgiram de pessoas que procuram santuário em igrejas por razões relacionadas à imigração, de acordo com o Rev. Noel Anderson, coordenador do Church World Service, uma organização de NY que apoia os esforços do santuário.

Deste total, 30 foram registrados desde que Trump assumiu o cargo.

Morales foi detida atravessando a fronteira entre os EUA e México, no Texas, em 2004 e liberada com a ordem para comparecer perante um juiz de imigração, que emitiu uma deportação, quatro meses depois. Mas ela desafiou a ordem e permaneceu nos EUA até que foi redescoberta pelas autoridades depois desenvolver em um acidente de carro em 2012.

Fonte: Redação - Brazilian Times - Kathy Willens, AP