Publicado em 29/12/2017 as 8:58am

Estados Unidos estudam separar filhos dos pais para conter imigração ilegal na fronteira

O jornal The Washington Post divulgou uma notícia bastante polêmica e que agitou a comunidade imigrante nos Estados Unidos.

Estados Unidos estudam separar filhos dos pais para conter imigração ilegal na fronteira Crianças serão separadas dos pais quando forem pegos na fronteira.

O jornal The Washington Post divulgou uma notícia bastante polêmica e que agitou a comunidade imigrante nos Estados Unidos. De acordo com a informação, o Governo Trump está considera formalizar uma proposta que já vem sendo utilizada a de separar os filhos dos pais, no momento em que eles são pegos pelos agentes de patrulha na fronteira.

O porta-voz do DHS (Departamento de Segurança Nacional), Tyler Houlton, admitiu que mudanças estão sendo cogitadas, já que, segundo ele, o governo não medirá esforços e se baseará na lei, para inibir a imigração ilegal, que vem diminuindo neste ano, desde que Donald Trump assumiu a presidência. “A administração está empenhada em usar todas as ferramentas legais à sua disposição para proteger as fronteiras da nossa nação e, como resultado, continuamos a rever as opções de política adicionais”.

O alerta para o governo voltou a ser acionado em novembro último, quando ocorreu um aumento de 45% no número de famílias detidas em travessias ilegais, em relação a outubro. Na fronteira sul, foram detidas 7.018 famílias e 4.000 crianças não acompanhadas sem documentos.

Conforme o site R7 relata, na prática, quando os pais chegam junto com os filhos, eles são encaminhados para centros de detenção, enquanto as crianças são levadas para abrigos. E quando os pais enviam filhos sem documentos, para que eles cresçam nos Estados Unidos, a ideia é prender os adultos no momento em que estes forem encontrar as crianças nos abrigos.

Há ainda obstáculos para isso, pelo fato de, atualmente, o DHS não receber os dados do HHS (Departamento de Saúde e Recursos Humanos), órgão para o qual é encaminhada a solicitação de custódia dos menores, feita pelos pais ou responsáveis. A ideia é criar um instrumento que possibilite que essas informações sejam cruzadas.

Por mais que a iniciativa desestimule a imigração ilegal, grupos pró-imigrantes têm feito severas críticas a tal postura, considerando-a uma agressão aos direitos humanos.

Para a professora de Relações Internacionais da UniSantos, Natália Fingermann, separar os filhos dos pais é um ato que vai gerar problemas para a criança no futuro. “Do ponto de vista psicológico, há inúmeros estudos que mostram como essa separação forçada gera traumas e vai contra os direitos humanos. As consequências são prejudiciais para as crianças e também para a sociedade. As consequências psicossociais são graves também para os Estados Unidos, onde muitas dessas crianças irão morar”.

Natália explica onde podem estar os maiores prejuízos coletivos. “Os Estados Unidos já têm sérios problemas relacionados à síndrome social. Os atiradores são um exemplo disso. E os traumas gerados por este tipo de separação são mais um ingrediente para alavancar essa síndrome”.

Fonte: Redação - Brazilian Times

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