Publicado em 1/01/2018 as 12:00pm

Grupo de imigrantes processa empresa que atua em presídio da Califórnia

Um grupo de imigrantes detidos em um centro de detenção de San Diego, na Califórnia, apresentou um processo coletivo por suposta exploração trabalhista dentro de suas instalações, informou neste sábado a mídia local.

Um grupo de imigrantes detidos em um centro de detenção de San Diego, na Califórnia, apresentou um processo coletivo por suposta exploração trabalhista dentro de suas instalações, informou neste sábado a mídia local.

A acusação, apresentada esta semana em um tribunal federal do distrito sul da Califórnia, acusa a empresa CoreCivic, que opera em um centro de detenção de imigrantes ilegais em Otay Mesa, de se aproveitar da "força de trabalho gratuita ou quase gratuita" para realizar serviços que aumentam seus lucros.

A demanda, de acordo com o jornal "San Diego Union-Tribune", indica que a multimilionária companhia paga entre US$ 1 e 1,5 por dia, ou em algumas ocasiões absolutamente nada, para que os sem documentos "mantenham e operem" as instalações.

O documento aponta além de não possuírem as necessidades básicas, os detentos são ameaçados por outros membros da equipe de ficarem em celas separadas ou a proibição das visitas de familiares se houver a negativa de realizar os trabalhos.

A CoreCivic se absteve de fazer comentários, citando que se trata de um litígio pendente, e inclusive disse ao jornal que não foi citada sobre o caso.

O centro de detenção, localizado mo leste do condado de San Diego, abriga detidos que se encontram sob custódia do Escritório de Imigração e Alfândegas (ICE) com uma entrevista judicial pendente.

A agência migratória, no entanto, não é acusada na demanda federal.

Os cinco imigrantes que apresentaram a ação coletiva, de origem mexicana e centro-americana, chegaram à fronteira com os Estados Unidos nos últimos meses na busca de asilo político.

De acordo com as diretrizes do ICE, todo trabalhador, além de manter a área pessoa limpa, deve ser voluntário e requer um pagamento mínimo de US$ 1 por dia e uma jornada máxima de oito horas.

Uma das pessoas que prestaram queixa, o imigrante salvadorenho Juan Jose Merino-Rodas, afirma que foi designado para um trabalho de cozinha, além de atuar na limpeza, pelo qual recebia US$ 1,50 por dia, segundo a versão publicada pelo jornal.

Enquanto realizava suas funções, o homem sofreu uma "queimadura extremamente dolorosa em um braço que exigia atenção médica", mas o centro negou ao imigrante o acesso ao programa de compensação para trabalhadores e exigiu que voltasse ao trabalho um dia após o acidente, de acordo com a ação.

O processo enfatiza que a corte de imigração pertence ao sistema civil e não criminal, e em que inclusive muitos detidos, alguns sem nenhuma imputação criminal, aderiram à deportação apenas para serem liberados de "condições intoleráveis".

Fonte: Redação - Brazilian Times

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