Publicado em 12/01/2018 as 2:00pm

Grandes empresas dos EUA pedem proteção a jovens imigrantes

A petição foi assinada por líderes de grandes nomes, como Apple, Facebook, General Motors, Coca-Cola, Amazon, Google, Uber, Intel, Gap e Hewlett-Packard

Grandes empresas dos EUA pedem proteção a jovens imigrantes Protesto em Nova York contra as políticas de imigração do presidente Donald Trump.

Um grupo importante se uniu na defesa dos imigrantes indocumentados que moram nos Estados Unidos e pediram pela manutenção do DACA, programa que protege da deportação quase um milhão de jovens. Mais de 100 diretores de grandes empresas dos Estados Unidos assinaram uma petição para que o Congresso vote uma lei de proteção aos jovens indocumentados que chegaram ao país clandestinamente quando eram crianças, conhecidos como "dreamers".

Esta petição, publicada em vários jornais norte-americanos, entre eles The New York Times e Wall Street Journal, foi assinada por líderes de grandes empresas, como Apple, Facebook, General Motors, Coca-Cola, Amazon, Google, Uber, Intel, Gap e Hewlett-Packard.

"Escrevemos para pressionar o Congresso a agir imediatamente e adotar uma solução legislativa bipartidária que permita aos 'dreamers', que vivem, trabalham e contribuem para a vida de nossas comunidades poderem continuar fazendo isso", solicitam os empresários.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o fim do Daca, programa que beneficia cerca de 680 mil jovens que entraram irregularmente no país por seus pais. Ele deu um prazo de seis meses para o Congresso encontrar uma solução.

Na noite de terça-feira, dia 10, o juiz William Alsup, de San Francisco, Califórnia, ordenou à Casa Branca "manter o programa Daca a nível nacional nos mesmos termos e condições que tinha antes de ser suprimido em 5 de setembro de 2017".

"O fim do programa Daca cria a ameaça de uma crise de mão de obra em todo o país", afirmam as companhias. Elas acreditam ser fundamental que o Congresso vote uma legislação antes de 19 de janeiro para que possa ser aplicada antes do prazo vencer, em março.

Os empresários citam um estudo que concluiu que expulsão desses jovens dos Estados Unidos custaria 215 bilhões de dólares à economia americana.

Fonte: Redação - Brazilian Times

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