Publicado em 15/01/2018 as 8:00am

Família brasileira está apreensiva com prisão de filha nos Estados Unidos

Roberta Guimarães Antunes está no Northwest Detention Center, uma prisão de imigração localizada na região de Tacoma, em Washington.

Família brasileira está apreensiva com prisão de filha nos Estados Unidos Northwest Detention Center, prisão para onde a brasileira foi levada - Foto Google Maps

A brasileira Roberta Guimarães Antunes, de 35 anos, foi detida na fronteira do México com os Estados Unidos no dia 27 de novembro do ano passado. Há dois anos, a jovem mora e estuda no país norte-americano. Porém, uma viagem de fim de semana para o país vizinho se tornou um pesadelo para ela e a família.

"Ela estava com o namorado. Ele é americano e já morou e trabalhou no México. Ainda tem amigos lá. Era feriado de Thanksgiving (Ação de Graças) e, como de costume, decidiram ir para Ensenada, uma cidade que fica no noroeste do México", relatou Caroline, irmã de Roberta que mora com ela em San Diego, há um ano.

Caroline ressalta que também já foi ao México e é um procedimento comum levarem estudantes para uma sala para conferir os documentos. "Isso normalmente acontece. Mas o namorado da Roberta, que ficou apreensivo, está me ajudando com advogados. Ele disse que ela aguardou mais de quatro horas na sala. Um desrespeito já que todos os documentos estavam em ordem. Dias depois, ela foi transferida para o Arizona e agora está em Washington State", ressaltou a irmã.

Roberta está no Northwest Detention Center, uma prisão de imigração localizada na região de Tacoma, em Washington. A jovem tinha visto de estudante válido por mais dois anos, porém, o documento foi cancelado pelo Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, no dia 28 de novembro, um dia após a detenção.

A família ainda tem esperança de reverter a decisão de deportação marcada para a próxima terça-feira, 16. A brasileira foi obrigada a assinar documento garantindo que durante cinco anos não pedirá visto para voltar aos Estados Unidos. "Ela foi forçada a assinar. E ainda tiraram o direito dela de ir a corte e falar com um juiz", destacou a irmã.

Fonte: em.com.br