Publicado em 29/01/2018 as 1:00pm

ICE confirma que vai rastrear indocumentados através das placas de carros

Parece que as investidas do governo Trump em reduzir a imigração ilegal nos Estados Unidos...

Parece que as investidas do governo Trump em reduzir a imigração ilegal nos Estados Unidos não param. A notícia mais recente e preocupante é a de que os agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE) irão atrás dos imigrantes indocumentados através das placas de carros.

De acordo com a notícia divulgada pelo site da Fox 25 Boston no sábado (27), a agência de imigração fechou um contrato com uma empresa de tecnologia de trânsito. Através desta parceria, o ICE terá acessos a dados que possibilitará localizar imigrantes indocumentados através das placas.

A empresa em questão é a Vigilant Solutions, que tem acesso a todas as placas de veículos que passam nos pedágios, bem como demais informações sobre os proprietários dela. Conforme dados divulgados, mais de 100 milhões de placas são digitalizadas pela companhia, todo mês.

Ao fazer uso desta tecnologia e apoio de GPS, os agentes do ICE conseguirão localizar um fugitivo da imigração e ter acesso a nomes que “supostamente” são de imigrantes e poderiam, estar no país ilegalmente.

A confirmação de que o ICE passará a utilizar esta tática para prender e deportar imigrantes indocumentados foi feita por Dani Bennett, porta-voz da agência. “Vamos utilizar as informações obtidas através dos leitores de placas da mesma forma que os departamentos de polícia utilizam”, disse.

Bennett não deixou claro se a agência terá acesso aos bancos de dados de todos os estados, mas Washington reclamou da operação.

Esta é a mesma tecnologia usada por empresas que visam localizar veículos cujos donos não pagaram as prestações. O ICE vai pegar informações das câmeras de policiais e dos pedágios estaduais, mas não vai disponibilizar o banco de dados federais para agências dos estados.

Esta tecnologia já é utilizada por concessionárias para encontrar veículos que os donos não pagaram as prestações.

Fonte: Redação - Brazilian Times

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