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Publicado em 2/02/2018 as 11:00am

Advogado de imigração confirma que ICE já utiliza dados de placas para prender imigrantes

Da edição de segunda-feira, dia 29 de janeiro, o jornal Brazilian Times trouxe aos seus...

Advogado de imigração confirma que ICE já utiliza dados de placas para prender imigrantes O advogado Danilo Brack.

Da edição de segunda-feira, dia 29 de janeiro, o jornal Brazilian Times trouxe aos seus leitores uma notícia bastante preocupante – a de que o ICE teria fechado uma parceria com uma empresa de pedágio que lhe cederia dados das placas de veículos. Desta forma, os agentes conseguiriam identificar e localizar imigrantes criminosos ou que estão ilegalmente nos Estados Unidos.

A notícia deixou algumas pessoas com dúvida, pois se recusam a acreditar em tal história. Diante disso, o jornal Brazilian Times procurou profissionais de imigração para saber a veracidade do fato.

O advogado Danilo Brack, que sempre atende aos chamados do BT e procura esclarecer as dúvidas de nossos leitores, disse que “infelizmente a notícia é verdadeira”. Ele acrescentou que o Immigration and Customs Enforcement (ICE) utiliza informações de placas de veículos para localizar imigrantes há anos.

De acordo com ele, um de seus clientes foi preso em um estacionamento de um Dunkin Donuts em 2012 através do mesmo sistema. “Os agentes chegaram até ele diante das informações da placa do seu veículo”, disse.

Danilo alerta para o perigo de dirigir sem carteira.

O que mudou desde que a agencia de imigração adotou este sistema é que nos dias atuais a tecnologia é bem mais avançada e possibilita um alcance bem maior. “Com os aplicativos e programas que existem hoje, os agentes do ICE têm acesso a muito mais informações e a eficiência em localizar as pessoas é mais eficaz”, afirma.

Brack ressalta que o sistema da Vigilant Sollutions, que fechou parceria com o ICE, utiliza rastreamento por até cinco anos, catalogando pessoas, lugares e datas, facilitando desta forma para o ICE identificar onde o carro transita com frequência e onde fica mais tempo parado. “O problema dos pedágios é que nossos sistemas atuais são eletrônicos, ou por um transmissor que paga automaticamente uma conta e até por envio da conta para o endereço da placa através de leitura da mesma por câmeras”, fala.

Assim, o sistema, segundo Brack, tem acesso a essas informações do veículo e do seu proprietário e o governo, obviamente, também tem acesso a estes dados. “Meu conselho seria pata que o brasileiro ou demais imigrantes que estão ilegalmente no país utilize transporte público, Uber, entre outros”, fala destacando que se for dirigir, evite estradas com pedágios.

Ele orienta ainda para as pessoas não dirigirem carros em nome de pessoa que não tenham carteira de motorista, não colocar a companhia no nome de alguém sem carteira, etc. “Todas essas informações sempre estiveram disponíveis ao governo, mas hoje aumentou a eficiência de identificação e localização, e todo cuidado é pouco”, alerta.

Fonte: Redação - Brazilian Times

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