Publicado em 9/02/2018 as 3:00pm

Centenas de jovens imigrantes continuam a lutar por solução do DACA

Imigrantes indocumentados que chegaram aos Estados Unidos quando eram crianças se reuniram para...

Imigrantes indocumentados que chegaram aos Estados Unidos quando eram crianças se reuniram para protestar nos corredores do Congresso, na quarta-feira (07), porque o Senado aceitou um acordo de orçamento que exclui os “dreamers”.

O acordo de orçamento aprovado no Senado inicia o debate sobre a imigração na próxima semana, deixando os imigrantes, conhecidos como “dreamers”, sem um futuro certo.

Antes dos protestos no Capitólio, centenas de jovens imigrantes se reuniram na Lutheran Church of Reformation em Northeastm, Washington, e prometeram lutar para que uma solução possa ser apresentada logo. "Nós sabemos que não podemos dar um passo atrás. Não é uma opção para nenhum de nós", disse a Berenice Davila, uma beneficiária do DACA que tem 19 anos de idade e mora no Texas.

O DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals) é uma política criada na administração de Obama, em 2012, que tem por objetivo proteger da deportação e conceder autorização de trabalho para jovens que chegaram no país quando eram crianças, respeitando alguns critérios.

O programa concedeu aos jovens, permissões de trabalho por um período podendo ser renovada a cada dois anos. A administração Trump rescindiu a política em setembro de 2017, criando um prazo de até 5 de março para que os congressistas apresentem uma solução.

Dávida foi uma das vozes durante o Dia Nacional de Ação por um Dream Act que reuniu mais de dez organizações de Connecticut, New Jersey, New York, Pensilvânia e Washington. "Tudo o que pedimos é uma solução permanente que não prejudique ninguém em nossa comunidade", disse.

Ela chegou aos EUSA quando tinha apenas três anos de idade, vinda do México com sua família. "O DACA mudou absolutamente tudo em minha vida", disse ela. "Sem [DACA], não seria capaz de me inscrever para aulas de crédito duplo (classes que ganham créditos do ensino médio e da faculdade) para as quais eu estava completamente qualificada".

Fonte: Redação - Brazilian Times