Publicado em 14/02/2018 as 4:00pm

Senado dos EUA abre debate sobre futuro de jovens imigrantes ilegais

O Senado dos Estados Unidos votou nesta segunda-feira, dia 12, a favor de abrir um debate e...

Senado dos EUA abre debate sobre futuro de jovens imigrantes ilegais Senado aprova discutir propostas imigratórias.

O Senado dos Estados Unidos votou nesta segunda-feira, dia 12, a favor de abrir um debate e avaliar diferentes propostas relacionadas com o futuro de milhares de jovens imigrantes ilegais conhecidos como "dreamers" ("sonhadores", em inglês), no qual espera-se que também se considerem medidas relacionadas com a construção do muro na fronteira com o México.

Com 97 votos a favor e um contra, o do senador republicano Ted Cruz, o Senado superou um trâmite para abrir um debate livre no qual os senadores poderão propor um número ilimitado de projetos de lei e emendas.

O objetivo é substituir o programa Daca, que expira no dia 5 de março e protege da deportação cerca de 690 mil jovens imigrantes ilegais que chegaram ao país ainda crianças, mas a Casa Branca exigiu que qualquer projeto de lei sobre esse tema inclua também recursos para o muro e reformas no sistema de migração legal. "O sistema atual de imigração nos Estados Unidos está quebrado", declarou o senador democrata Dick Durbin, um dos principais defensores dos "sonhadores", pouco depois da votação.

O presidente americano, Donald Trump, anunciou em setembro do ano passado que acabaria com o Daca (Ação Diferida para Imigração Infantil), impulsionado em 2012 pelo governo de Barack Obama e que protege da deportação aproximadamente 690 mil jovens imigrantes ilegais que chegaram ao país quando era crianças.

Trump deu ao Congresso um prazo até 5 de março para aprovar uma alternativa ao Daca, o que representa um sentido de urgência ao debate recém-iniciado no Senado. Em janeiro, Trump propôs ao Congresso um plano de reforma que permitiria dar acesso à cidadania a 1,8 milhão de imigrantes ilegais que chegaram aos EUA quando crianças em troca de US$ 25 bilhões para construir o muro e reforçar a segurança fronteiriça, e de uma série de mudanças no sistema de migração legal.

O presidente ressaltou que não aceitará nenhum plano que não inclua recursos para o muro na fronteira com o México e aborde outras prioridades, como as travas à reunificação familiar dos imigrantes legais nos Estados Unidos. A oposição democrata é reticente a apoiar essas duas medidas, mas quer aprovar uma via à cidadania para os "sonhadores".

Fonte: Redação - Brazilian Times