Publicado em 16/02/2018 as 12:00pm

ICE interrompe deportação de pai de criança com leucemia

A agência de imigração permitiu que imigrante fique pelo período de um ano no país.

ICE interrompe deportação de pai de criança com leucemia Berrones beija o filho no interior da igreja.

Um imigrante indocumentado que se refugiou em uma igreja na cidade de Phoenix (Arizona) e cujo filho tem leucemia recebeu o direito de ficar nos Estados Unidos por um ano. A notícia foi anunciada na segunda-feira, dia 12, e ele ficou muito feliz em saber que não será deportado neste período.

De acordo com as informações, o Immigration and Customs Enforcement (ICE) garantiu que Jesus Armando Berrones-Balderas fique um ano no país em uma base humanitária.

Mesmo com o futuro incerto, ele disse que “está muito feliz” ao ouvir a notícia de que pode ficar no país e obter uma autorização de trabalho.

O seu advogado, Garret Wilkes, disse que seu cliente mantinha visitas regulares ao escritório do ICE para um “check-in”, a cada seis meses até dezembro, quando soube que seria deportado em janeiro passado.

Wilkes disse que ele apresentou a documentação necessária para a suspensão da remoção, mas na quinta-feira passada, dia 8, o ICE informou negou o pedido.

"Nós não pudemos obter nenhuma explicação sobre o motivo pelo qual foi negado. A única resposta que recebemos foi um não", disse ele.

Berrones, que mora no Arizona com sua esposa grávida e cinco filhos, acabou sendo forçado a procurar refúgio em uma igreja de Phoenix para evitar a deportação.

O advogado acrescentou que, através de várias comunicações com o ICE e o consulado mexicano, eles foram capazes de fornecer documentação adicional, que ele acredita tenha levado à decisão de não deportar Berrones.

“O ICE concedeu ao imigrante uma suspensão de um ano por motivos humanitários", disse o ICE em comunicado na segunda-feira.

Berrones foi trazido para os Estados Unidos quando era um bebê, por seus pais, do México em 1989, segundo relatos.

A história de Berrones ganhou atenção nacional principalmente porque seu filho de 5 anos está lutando contra a leucemia.

Fonte: Redação - Brazilian Times

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