Publicado em 2/03/2018 as 2:00pm

Fiança de brasileiro preso por traficar armas é de US$1,5 milhão

Preso na semana passada na Flórida, Frederik Barbieri terá de pagar US$ 1,5 milhão para responder em liberdade. Ele terá que comprovar a origem lícita do dinheiro da fiança.

Frederik Barbieri continua preso.

Apontado pela polícia brasileira como maior traficante de armas do país, Frederik Barbieri, de 46 anos, preso na última sexta-feira (23) pela Homeland Security na cidade de Fort Pierce, na Flórida, poderá responder ao processo em liberdade.

Na manhã desta quinta (1°), o juiz Patrick A. White, da Corte Federal em Miami, estipulou uma fiança de US$ 1,5 milhão, cerca de R$ 4,8 milhões. Deste valor, no entanto, Frederik terá de pagar US$ 225 mil (cerca R$ 730 mil) e dar a garantia do restante do valor. De acordo com a decisão, ele pode dar, por exemplo, imóveis como garantia do pagamento.

No Brasil, Frederik responde a duas ações por tráfico internacional de armas, nas varas federais da Bahia e do Rio de Janeiro. O traficante brasileiro não será extraditado por ser cidadão americano.

Para conseguir sair, ele terá de cumprir alguns pré-requisitos, como comprovar a origem lícita do dinheiro da fiança, não se ausentar do estado da Flórida e não possuir armas dentro de casa.

Em liberdade, Frederik Barbieri será monitorado por um agente de condicional e usará tornozeleira.

Em 1º de junho do ano passado, a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas do Rio de Janeiro aprendeu, no aeroporto do Galeão, 60 fuzis dentro de aquecedores de piscina que haviam sido enviados por Frederik dentro de um avião vindo de Miami.

Na semana passada, a polícia americana encontrou outros 52 fuzis embalados da mesma maneira num depósito de Frederik, na cidade de Vero Beach.

Apontado como o maior traficante de armas do Brasil, Barbieri foi preso na madrugada do dia 24 em sua casa, na Flórida. Ele foi preso por agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE). Além da prisão, a polícia conseguiu barrar o envio de 40 fuzis para o Brasil.

Fonte: Redação - Brazilian Times

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