Publicado em 13/04/2018 as 6:00pm

Batida da agência migratória dos EUA detém 97 pessoas no Tennessee

Uma batida de imigração em uma fábrica de processamento de carne no Tennessee pode ter sido...

Batida da agência migratória dos EUA detém 97 pessoas no Tennessee Prisões do ICE continuam a acontecer em todo o país.

Uma batida de imigração em uma fábrica de processamento de carne no Tennessee pode ter sido uma das maiores repressões migratórias do governo do presidente Donald Trump. Com 97 detidos, a operação no estado do Tennessee acirra as ações da Agência de Imigração e Alfândega (ICE) contra imigrantes ilegais.

Segundo a porta voz Tammy Spicer, a agência levou as 97 pessoas em custódia na quinta-feira, depois de executar um mandado de busca na Southeastern Provision, uma fábrica de processamento de carne em Bean Station, Leste do Tennessee.

O National Immigration Law Center (Centro Nacional de Leis de Imigração) afirmou que acredita-se que esta seja a maior operação contra um local de trabalho sob o governo Trump. Segundo o agente especial da Receita Federal Nicholas Worsham, o local evadiu impostos em até US$ 2,5 milhões com a contratação de imigrantes ilegais.

Uma declaração da ICE afirmou que 11 pessoas foram presas sob acusações criminais, outras 54 foram detidas e 32 acabaram libertadas da prisão.

"Não há absolutamente nenhuma necessidade deste tipo de ação extrema", criticou o grupo pró-direitos civis Southern Poverty Law Center, que citou a "reminiscência do tom militarista" no episódio.

Um total de 21 pessoas foram presas depois que agentes de imigração invadiram uma cadeia de lojas de conveniência em todo o país em janeiro.

Trump disse nesta quinta-feira que pretende enviar entre 2.000 e 4.000 membros da Guarda Nacional à fronteira com o México, na primeira referência à magnitude da mobilização. Trump indicou ainda que os soldados permanecerão na atividade até que o país construa um muro na fronteira. Ele quer os soldados para frear a entrada de imigrantes ilegais, depois de uma escalada de furiosas mensagens nas quais acusa o México de não tomar medidas para frear o fluxo de pessoas. Além disso, ameaçou retirar o país do Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), fundamental para a economia mexicana.

A permanência prolongada dessas tropas na extensão da fronteira representa um custo que a Casa Branca ainda "está analisando", comentou o presidente. Um envio de 4.000 membros da Guarda Nacional representaria um contingente maior do que os Estados Unidos mantêm na Síria, e equivalente à metade das tropas que permanecem no Iraque.

“Vai depender do que fizermos”, respondeu o presidente ao ser questionado sobre os custos da manutenção dos soldados.

A Guarda Nacional foi enviada anteriormente à fronteira com o México em três oportunidades: em 2006 e 2008 com o presidente George W. Bush, e em 2010 com Barack Obama. Nesses três casos, a mobilização se manteve por aproximadamente um ano.

Fonte: Redação - Brazilian Times

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