Publicado em 11/07/2018 as 9:00am

Organização de NY denuncia que grávidas imigrantes sofrem abuso em centros de detenção

Várias grávidas sofreram supostos maus-tratos em centros de detenção de imigrantes nos...

Organização de NY denuncia que grávidas imigrantes sofrem abuso em centros de detenção Presidente do grupo March of Dimes diz que situação simplesmente intolerável

Várias grávidas sofreram supostos maus-tratos em centros de detenção de imigrantes nos Estados Unidos, denunciou nesta terça-feira, 10, a organização americana March of Dimes, dedicada à saúde de mães e bebês.

“Sob nenhuma circunstância é aceitável negar atendimento médico imprescindível ou amarrar mulheres grávidas, independentemente de seu status imigratório”, afirmou em comunicado a presidente da March of Dimes, Stacey Stewart.

A ativista disse que está “horrorizada” pelas informações recentes sobre o suposto maus-tratos a grávidas detidas enquanto é resolvida sua situação imigratória, algo informado pelo site “BuzzFeed News” em uma reportagem na qual citou várias mulheres afetadas por estas práticas.

A respeito, Stewart criticou uma “falta sistêmica de proteção de saúde básica das mulheres e bebês em custódia do Governo” do presidente americano, Donald Trump.

“Isto é simplesmente intolerável”, acrescentou a presidente do grupo com sede central no estado de Nova York.

A organização March of Dimes pediu ao Departamento de Segurança Nacional (DHS) que investigue “imediatamente” essas denúncias e que garanta que todos os funcionários, empreiteiros e instalações do Executivo cumpram com as guias e políticas atuais sobre a detenção, a restrição e a prestação de atendimento médico às grávidas.

Além disso, reivindicou ao Congresso americano que inicie investigações formais sobre estas práticas que, segundo Stewart, “violam as diretrizes do Congresso e as guia atuais do DHS e do Escritório de Alfândegas e Proteção Fronteiriça (CBP)”.

A Administração Trump iniciou em abril sua polêmica política de “tolerância zero” contra a imigração, que levou a separar de seus pais cerca de 3 mil menores de idade – dos quais 500 já foram entregues aos seus pais -, medida que foi finalmente suspensa em meados de junho pelas enormes críticas recebidas.

Fonte: Redação - Brazilian Times

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