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Publicado em 30/11/2018 as 4:00pm

Haitiano que morou no Brasil está preso há dois anos nos EUA sem explicação

Juiz exige respostas do Departamento de Imigração sobre o caso de Damus, que foi preso em 2016.

Haitiano que morou no Brasil está preso há dois anos nos EUA sem explicação Ansly Damus morou no Brasil 18 meses

Um juiz federal quer uma explicação do departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) sobre o motivo pelo qual um imigrante haitiano que veio para os EUA em busca de asilo em 2016 foi mantido atrás das grades por mais de dois anos.

O imigrante Damus recebeu asilo duas vezes em um tribunal de imigração, em 2016 e 2017, mas o governo recorreu das duas decisões e o manteve atrás das grades sem explicação, afirma a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, sigla em inglês).

A ACLU argumentou no tribunal federal de Ann Arbor, na quarta-feira, 28, que a detenção em andamento de Damus viola direitos constitucionais do devido processo, pedindo ao Juiz Distrital Judith Levy que ordene sua libertação imediatamente.

Advogados do governo negaram qualquer violação do devido processo, mas Levy quer detalhes. Ela pressionou o governo a fornecer uma base real para a detenção de Damus e a prova de que há risco dele fugir se for colocado em liberdade.

"O senhor Damus tem direitos constitucionais neste país", disse Levy. "Ninguém me disse qual é a base para a prisão e na opinião do ICE, ele é um risco de fuga. Preciso saber por que o ICE isso".

Levy pediu uma reviravolta rápida e recomendou Damus ficar em Michigan por 24 horas.

Damus foi alojado em uma sala sem janelas no Centro de Segurança do Condado de Geauga, em Chardon, Ohio, desde que pediu asilo em um porto de entrada em Calexico, Califórnia, em outubro de 2016, de acordo com a ACLU.

Ele era professor no Haiti e começou a enfrentar problemas depois de criticar um funcionário do governo local na sala de aula, conforme está relatado no pedido de habeas corpus da ACLU, aberto em setembro.

Os membros de uma gangue armada, afirma Damus, incendiaram sua moto, espancaram-no e ameaçaram matá-lo em retaliação.

Damus, que tem esposa e dois filhos no Haiti, partiu 10 dias depois, em setembro de 2014, chegando ao Brasil em dezembro daquele ano e permanecendo por 18 meses, de acordo com o processo judicial. Depois de temer por sua segurança devido aos haitianos sendo mortos em crimes de ódio, a ACLU afirma que Damus partiu em julho de 2016 para Calexico, Califórnia, onde pediu asilo.

Em 6 de dezembro de 2016, um oficial de asilo determinou que ele tinha "um medo crível de perseguição", de acordo com a ACLU.

"Nem todos os americanos concordam com o ataque do governo ao nosso sistema de asilo, disse o advogado da ACLU, David Hausman, após a audiência." Estamos esperançosos de que o juiz acabará por encomendar a libertação de Damus. O tribunal indicou que poderia realizar outra audiência neste caso... (e) que Damus tem direitos constitucionais."

Um porta-voz da ICE se recusou a comentar o caso.

Fonte: Redação - Brazilian Times