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Publicado em 7/01/2019 as 1:00pm

Imigrantes compram documentos falsos nas ruas de Los Angeles

Nas ruas de Los Angeles, na Califórnia, é comum se deparar com vários tipos de vendedores...

Imigrantes compram documentos falsos nas ruas de Los Angeles Documentos falsos são vendidos em público

Nas ruas de Los Angeles, na Califórnia, é comum se deparar com vários tipos de vendedores ambulantes. Sorvetes, cachorros-quentes, e outros produtos são vendidos no coração da cidade, mas uma atividade ilícita está a chamar a atenção da comunidade. A venda discreta de um produto que atende imigrantes indocumentados ansiosos para trabalhar – documentos falsos.

Quem passa pelo local pode ouvir os gritos, em espanhol, “Mica, mica”, uma gíria que os espanhóis usam para os documentos que oferecem para os imigrantes poderem trabalhar.

Os vendedores, em uma calçada lotada em frente ao epicentro do comércio, perguntam em alta voz “o que os imigrantes precisam”. De acordo com eles, os documentos são feitos rapidamente e aceitos pela maioria dos empresários.

De acordo com as informações, eles oferecem um conjunto de documentos, que são um cartão da seguridade social e um Green Card, pelo valor de US$ 80 a US$ 200, dependendo do poder de negociação do cliente e da qualidade da falsificação.

Estes documentos falsos se tornaram um bom investimento para os imigrantes indocumentados que buscam uma possibilidade de arrumar emprego, principalmente em restaurantes, hotéis e muitos outros estabelecimentos da segunda maior cidade do país.

De acordo com Wayne Cornelius, especialista em imigração na Universidade da Califórnia, em San Diego, “estas falsificações, apesar de caras, são consideradas extremamente importantes para os imigrantes, pois conseguem acesso a empregos”.

Wayne é diretor emérito do Programa de Pesquisa de Campo de Migração Mexicana da universidade.

Pesquisas mostram que aproximadamente oito milhões de imigrantes em situação irregular compõem a força tarefa dos Estados Unidos e nos últimos 50 anos a taxa de desemprego caiu. Isso significa que há muitos postos de trabalho para os recém-chegados, mostrando um cenário de empregadores dispostos a contratar quem chegam.

Muitos empregadores afirmam que quando um imigrante surge para uma vaga de emprego e apresenta os seus documentos, eles não são obrigados a fiscalizar se são verdadeiros ou não.

O Brazilian Times divulgou divulgou recente que as autoridades estão a investigar a história de alguns imigrantes que trabalhavam no Trump National Golf Club e apresentaram documentos de Social Security e Green Cards falsos para isso.

Duas imigrantes foram à mídia e deram várias entrevistas sobre o assunto. Victorina Morales, imigrante ilegal na folha de pagamento do clube, e Sandra Díaz, residente legal empregada no local há três anos, relataram que quando ainda não tinha documentos, usaram falsificações.

Os outros dois imigrantes e ex-funcionárias do clube, que estão no país em situação ilegal, e afirmaram que foram contratadas da mesma maneira.

A indústria ilícita que vende documentos falsos cresceu muito nos últimos anos com a ajuda de redes sociais e usando uma tecnologia sofisticada. Alguns grupos operam além das fronteiras internacionais. Métodos de pagamento fora do setor bancário tradicional, como o Venmo, tornaram-se comuns, de acordo com os investigadores. O marketing é discreto, às vezes feito na dark web.

Para tentar dissuadir as fraudes e o crescimento deste setor de falsificação, em 2017, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS, sigla em inglês) começou a emitir Green Cards com alguns recursos de segurança, como a incorporação de imagens holográficas.

Companhias que têm contratos federais devem usar o E-Verify, sistema eletrônico para detectar essas falsificações. Além disso, 22 estados exigem que pelo menos alguns empregadores, públicos e privados, usem o sistema.

Em relação aos vendedores de documentos citado no começo deste texto, que usam as ruas de Los Angeles para promover o serviço, quando os policiais apareceram, eles (vendedores) rapidamente desaparecem.

Fonte: Redação - Brazilian Times