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EUA avançam no uso de reconhecimento facial para controle de viajantes nas fronteiras

Os Estados Unidos estão ampliando o uso de tecnologia biométrica para identificar viajantes que entram e deixam o território americano. A medida inclui sistemas capazes de fotografar o rosto de estrangeiros durante…

Publicado em 09/02/26
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EUA avançam no uso de reconhecimento facial para controle de viajantes nas fronteiras

Os Estados Unidos estão ampliando o uso de tecnologia biométrica para identificar viajantes que entram e deixam o território americano. A medida inclui sistemas capazes de fotografar o rosto de estrangeiros durante procedimentos de imigração e comparar a imagem com registros já existentes nos bancos de dados do governo.

Uma das etapas mais recentes desse processo ocorreu na Progreso International Bridge, no Texas, passagem terrestre que liga os Estados Unidos ao México. O Departamento de Segurança Interna (DHS) realizou no local uma avaliação voltada principalmente aos pedestres que deixam o território americano.

O teste, realizado em maio, contou com a participação da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) e teve como foco verificar o funcionamento das câmeras em situações reais de circulação.

Durante a avaliação, foram analisadas condições que podem dificultar a identificação facial. Entre elas estavam pessoas caminhando, ambientes com pouca iluminação e viajantes utilizando acessórios como chapéus e óculos escuros ou carregando guarda-chuvas.

Regra permite fotografar estrangeiros

A expansão ocorre após uma mudança federal que entrou em vigor em 26 de dezembro de 2025. A regulamentação ampliou a possibilidade de utilização da biometria facial nos procedimentos de entrada e saída dos Estados Unidos.

Pelas novas regras, pessoas que não possuem cidadania americana podem ter a fotografia coletada durante o controle migratório, sem uma exceção geral baseada em idade, nacionalidade ou tipo de status migratório.

A autorização alcança diferentes pontos de fiscalização, incluindo aeroportos, portos marítimos e fronteiras terrestres. Entretanto, a aplicação não acontece necessariamente da mesma maneira em todos os locais.

Isso ocorre porque a instalação dos equipamentos e a adoção dos procedimentos dependem da infraestrutura disponível e da implementação realizada pelas autoridades em cada ponto de entrada ou saída.

Como funciona a identificação

Quando a fotografia é feita, o sistema pode comparar o rosto do viajante com imagens disponíveis em documentos e registros oficiais.

A tecnologia utilizada pelo governo americano integra o Traveler Verification Service, sistema empregado para auxiliar na confirmação da identidade de quem passa pelo controle de fronteira.

Segundo as autoridades, o recurso também pode contribuir para combater o uso irregular de documentos, registrar com maior precisão quando estrangeiros deixam os Estados Unidos e auxiliar na identificação de casos em que uma pessoa permanece no país além do período autorizado.

E quem possui cidadania americana?

Para cidadãos dos Estados Unidos, o procedimento é diferente. O uso do reconhecimento facial permanece voluntário.

O cidadão americano pode solicitar que sua identificação seja realizada pelo método tradicional, com a apresentação e conferência do documento, em vez de participar da verificação biométrica facial.

A CBP afirma que, atualmente, não existe plano para tornar obrigatória a fotografia biométrica de cidadãos americanos nesse processo.

Mudança não acontece de uma vez em todas as fronteiras

A existência da autorização federal não significa que todo viajante encontrará imediatamente o mesmo sistema em qualquer aeroporto ou fronteira dos Estados Unidos.

A implementação está ocorrendo de forma gradual e pode variar conforme o local, o tipo de viagem e os equipamentos disponíveis.

Por isso, quem estiver entrando ou deixando os Estados Unidos deve observar as informações fornecidas no ponto de fiscalização e seguir as instruções dos agentes responsáveis ou da companhia transportadora.

Fonte: Da redação

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