A Flórida assumiu a liderança entre os estados americanos com o maior número de novos residentes permanentes legais no ano fiscal de 2024. Foram 219.470 pessoas que obtiveram green cards e declararam residência no estado, superando a Califórnia, que contabilizou 217.420.
Os números são do Escritório de Estatísticas de Segurança Interna dos Estados Unidos, com base em registros do Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS), conforme informações divulgadas pelo Gazeta News.
Em todo o país, aproximadamente 1,36 milhão de pessoas conquistaram a residência permanente legal em 2024. O resultado superou os 1,17 milhão registrados em 2023 e foi o maior do período apresentado, entre 2015 e 2024.
Crescimento na Flórida
O avanço da Flórida foi expressivo tanto em volume quanto em termos percentuais. Em 2023, o estado havia registrado 155.500 novos residentes permanentes. No ano seguinte, foram 63.970 a mais, um crescimento de aproximadamente 41%.
A diferença em relação à Califórnia foi de 2.050 pessoas. O Texas ficou em terceiro lugar no ranking nacional, com 160.400 novos residentes permanentes, seguido por Nova York, com 136.750.
Na sequência aparecem Nova Jersey, com 58.180, Illinois, com 44.650, e Virgínia, com 37.850. Entre os menores totais estão Wyoming, com 510, Vermont, com 630, e Montana, com 650.
Outros estados também avançaram
O Texas registrou crescimento de cerca de 26% na comparação anual, passando de 126.930 novos residentes permanentes em 2023 para 160.400 em 2024.
Já o Kentucky apresentou uma alta proporcional superior à da Flórida. O total passou de 7.830 para 12.120, um aumento de aproximadamente 55%, embora o volume permaneça bem abaixo do registrado nos estados que lideram o levantamento.
Dados incluem ajustes de status
Os números exigem uma distinção: o estado informado corresponde ao local de residência das pessoas que obtiveram o green card, e não necessariamente ao ponto de entrada delas nos Estados Unidos.
Além disso, o levantamento inclui imigrantes que já moravam em território americano e conseguiram a residência permanente por meio de ajuste de status. Portanto, os totais não representam exclusivamente pessoas que chegaram ao país naquele ano.
O recorte também se refere ao ano fiscal de 2024, anterior ao atual governo de Donald Trump. Assim, os resultados retratam as concessões daquele período e não permitem, por si só, avaliar os efeitos de medidas migratórias posteriores.





