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Imigrante com diabetes morre sob custódia do ICE após denúncias de falta de insulina na Louisiana

Família de costarriquenho de 36 anos relata dificuldades de acesso a medicamentos, alimentação e água. ICE afirma que ele recebeu atendimento médico adequado; causa da morte ainda é investigada.

Publicado em 09/27/26
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Imigrante com diabetes morre sob custódia do ICE após denúncias de falta de insulina na Louisiana

Da Redação

A morte do costarriquenho Carlos Josué Marchena Marchena, de 36 anos, sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), levantou questionamentos sobre as condições de atendimento médico oferecidas a imigrantes detidos no Winn Correctional Center, na Louisiana. Portador de diabetes tipo 1, ele foi encontrado inconsciente na unidade e morreu no dia 18 de setembro.

Segundo informações divulgadas pela Associated Press, familiares e outro detento afirmaram que Marchena enfrentava dificuldades para receber insulina, alimentação e água durante o período em que permaneceu sob custódia migratória.

A irmã do costarriquenho, Franciny Marchena, relatou que ele reclamava da falta de monitoramento regular dos níveis de glicose, procedimento essencial para pessoas com diabetes tipo 1. A família também manifestou preocupação com as condições em que ele estava sendo mantido.

Um detento que ocupava uma cela próxima afirmou que Marchena apresentou sintomas como vômitos, calafrios, dores abdominais, palidez e suor intenso antes de ser encontrado inconsciente.

Horas antes de morrer, o imigrante teria telefonado para a namorada, Ana León Castro, relatando que o medicamento recebido para dores no peito não estava produzindo o efeito esperado.

Em resposta aos questionamentos, o ICE afirmou que Marchena recebeu atendimento médico adequado durante sua permanência na unidade. A empresa responsável pela administração do centro de detenção informou que o caso está sob revisão.

Até o momento, a causa oficial da morte não foi determinada. As alegações apresentadas pela família e pelo outro detento ainda dependem de apuração para esclarecer se houve falhas no atendimento médico e se essas circunstâncias contribuíram para o falecimento.

Marchena era pai de quatro filhos e trabalhava como motorista de aplicativo. Segundo seus familiares, ele havia solicitado liberdade mediante fiança e deportação voluntária para a Costa Rica, mas o pedido teria sido negado.

Terceira morte em menos de seis meses

O caso chama atenção também pelo histórico recente do Winn Correctional Center. Marchena é o terceiro imigrante a morrer na instalação em menos de seis meses.

Em junho de 2026, uma inspeção realizada pelo Escritório do Inspetor-Geral do Departamento de Segurança Interna (DHS) identificou deficiências na unidade, incluindo problemas relacionados aos serviços médicos, armazenamento de alimentos e manutenção de registros de tratamentos e exames.

Após a fiscalização, o ICE concordou com nove recomendações destinadas a melhorar as condições do estabelecimento.

De acordo com levantamento da Associated Press, Marchena foi pelo menos o 58º imigrante a morrer sob custódia do ICE desde janeiro de 2025.

A morte do costarriquenho amplia os questionamentos sobre a assistência médica prestada em centros de detenção migratória dos Estados Unidos, especialmente no atendimento a pessoas com doenças crônicas que dependem de medicamentos contínuos.

Enquanto a investigação prossegue, familiares aguardam esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte e sobre os cuidados oferecidos a Marchena durante seus últimos dias de vida.

Fonte: Brazilian Times

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