O ativista político britânico Milo Yiannopoulos deixou os Estados Unidos na sexta-feira após ser deportado pelas autoridades de imigração. A informação foi confirmada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), poucos dias depois de sua detenção na Louisiana.
Yiannopoulos havia sido localizado na noite de quinta-feira no Aeroporto Internacional Louis Armstrong de Nova Orleans, em Kenner. Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) assumiram sua custódia e deram andamento ao processo que terminou com seu retorno ao Reino Unido.
Segundo as autoridades federais, o britânico havia entrado legalmente nos Estados Unidos em 14 de maio, por Nova York. Posteriormente, porém, sua situação migratória mudou.
O DHS informou que um juiz de imigração emitiu uma ordem definitiva para sua remoção em 22 de julho. A decisão ocorreu depois que Yiannopoulos não compareceu a uma audiência relacionada ao seu caso migratório.
No momento em que foi detido, ele estava na Louisiana por causa de uma apresentação programada do rapper Ye, anteriormente conhecido como Kanye West. Yiannopoulos já trabalhou com o artista e participou de sua campanha presidencial em 2024.
Em declaração divulgada após a deportação, o DHS afirmou que o atual governo adotará uma postura mais rígida em relação a estrangeiros que permanecem no país sem autorização migratória válida. A agência também criticou políticas adotadas durante o governo anterior e destacou que pretende ampliar a fiscalização das regras de imigração.
A deportação ganhou repercussão também pelo histórico político de Yiannopoulos. Durante anos, ele se tornou conhecido por posições duras sobre imigração e pelo apoio a medidas mais rigorosas de fiscalização migratória nos Estados Unidos.
Em publicações nas redes sociais, chegou a defender maior proteção legal para agentes do ICE durante o trabalho e afirmou que o governo deveria retirar do país milhões de pessoas em situação migratória irregular.
Yiannopoulos ganhou projeção nacional nos Estados Unidos durante sua passagem pelo Breitbart News, veículo associado à direita americana. Suas declarações sobre diferentes grupos frequentemente provocaram controvérsias.
Em 2017, ele deixou o cargo de editor sênior do Breitbart após repercussão envolvendo comentários interpretados como tolerantes à pedofilia. Yiannopoulos pediu desculpas na época, mas afirmou que suas declarações haviam sido apresentadas fora de contexto pela imprensa.
Agora, depois de anos participando do debate político americano e defendendo publicamente uma política migratória mais rígida, Yiannopoulos foi enviado pelas próprias autoridades de imigração dos Estados Unidos de volta ao Reino Unido.





