A possibilidade de colocar policiais locais em funções de fiscalização migratória provocou reação em Uniontown, na Pensilvânia. Após manifestações de moradores, o Conselho Municipal retirou da pauta de quarta-feira (7) a votação de um acordo ligado ao programa 287(g), que permite parcerias entre o ICE e forças policiais locais.
O prefeito Bill Gerke afirmou que não apoiava a proposta e questionou sua necessidade na cidade.
“Não vejo necessidade. Não vejo um problema aqui”, declarou à KDKA-TV. Segundo ele, possíveis vantagens financeiras não compensariam as demais questões envolvidas.
A proposta também levantou dúvidas sobre as prioridades da polícia. Tracy Wilson, presidente do Partido Democrata no condado de Fayette, afirmou que o departamento já enfrenta falta de profissionais e recursos. Na avaliação dela, assumir funções migratórias poderia prejudicar o atendimento às chamadas da população.
O vereador Trace Thomas também se posicionou contra a iniciativa e ressaltou que as conversas eram preliminares, sem qualquer decisão definitiva.
Durante a reunião, moradores cobraram explicações sobre a inclusão do acordo na pauta e demonstraram alívio com sua retirada. A vereadora Angela Brown atribuiu a decisão à mobilização da comunidade, que fez suas vozes serem ouvidas.
O prefeito declarou que o assunto estava encerrado e que não haveria novas discussões sobre o programa.
A polícia de Uniontown informou à emissora que não poderia comentar antes da reunião. O Comitê Republicano do condado não respondeu até quarta-feira.
O debate colocou uma pergunta no centro da discussão: a polícia local deve assumir funções do ICE quando moradores já cobram mais recursos para atender a comunidade?





