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Novo dirigente do ICE já foi acusado de esfregar partes íntimas em jovem enquanto ela dormia

Micah Bock assumiu um cargo de alto escalão na agência federal em outubro de 2026. Acusação relacionada a um episódio ocorrido em 2016 voltou a repercutir após sua nomeação. O funcionário nega as alegações

Publicado em 11/08/26
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Novo dirigente do ICE já foi acusado de esfregar partes íntimas em jovem enquanto ela dormia

Da redação

A nomeação de Micah Bock para um cargo de liderança no Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) trouxe novamente à tona uma grave acusação de conduta sexual inadequada. O funcionário federal, que assumiu funções de vice-chefe de gabinete e diretor-assistente de comunicação da agência em outubro de 2026, foi acusado de ter realizado contato sexual não consentido com uma jovem enquanto ela tentava dormir.

O episódio teria ocorrido em 2016, durante um encontro social em uma residência ligada ao Patrick Henry College, no estado da Virgínia. A denúncia foi divulgada publicamente em 2021, em uma reportagem do BuzzFeed News, e voltou a ganhar repercussão após a promoção de Bock dentro da estrutura do governo Donald Trump.

Segundo o relato de Leah Petree, que posteriormente trabalhou no Congresso americano, Bock teria se aproximado enquanto ela tentava dormir e pressionado seus órgãos genitais contra seu corpo, apesar de suas tentativas de rejeitar o contato. A denunciante afirmou que não havia consentido com a aproximação.

Petree também relatou que, na manhã seguinte, recebeu uma mensagem de Bock insinuando que ela não estava realmente dormindo e que teria concordado com o contato. A comunicação foi mencionada na reportagem original sobre o caso.

Micah Bock negou categoricamente as acusações, classificando as alegações como completamente falsas. Não há confirmação pública de que o episódio tenha resultado em condenação criminal contra ele.

Bock assumiu suas novas funções no ICE em 19 de outubro de 2026. Antes disso, havia ocupado cargos no Departamento de Segurança Interna (DHS) e trabalhado para Madison Cawthorn, ex-deputado republicano da Carolina do Norte.

A nomeação provocou questionamentos sobre os critérios utilizados para selecionar profissionais destinados a posições de liderança em órgãos federais, especialmente em uma agência responsável por operações de fiscalização migratória, detenções e deportações.

Reportagens publicadas em outubro de 2026 retomaram a denúncia e destacaram que as acusações já eram conhecidas publicamente desde 2021, anos antes de Bock assumir suas novas responsabilidades.

O episódio ganhou visibilidade em um momento em que o ICE ocupa posição central na política migratória americana, diante da intensificação das operações de fiscalização e deportação promovidas pela administração Trump.

É importante destacar que a denúncia se refere a um episódio ocorrido há aproximadamente dez anos e não representa uma nova acusação apresentada em 2026. Também não existem informações confirmadas sobre uma condenação criminal relacionada ao caso.

A controvérsia reacende o debate sobre a avaliação de antecedentes e acusações públicas envolvendo pessoas nomeadas para cargos de confiança no governo federal, especialmente em instituições que exercem funções de autoridade e segurança pública.

Fonte: Brazilian Times

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