O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a colocar a imigração no centro de seu discurso internacional ao afirmar, nesta terça-feira (22), durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que “não existe direito humano à imigração ilegal”. A declaração ocorreu enquanto o republicano defendia a soberania nacional e as políticas migratórias adotadas por seu governo.
“Não existe um direito humano à imigração ilegal, mas existe o direito de permanecer uma nação soberana”, declarou Trump. Em seguida, afirmou que os Estados Unidos querem continuar sendo uma nação soberana e disse aos demais líderes presentes que seus países também deveriam buscar preservar essa condição.
Durante o pronunciamento, Trump criticou autoridades de direitos humanos das Nações Unidas por questionarem os Estados Unidos pela aplicação de suas leis migratórias. O presidente também acusou setores ligados à ONU de promoverem políticas de migração em massa que, segundo ele, colocariam em risco culturas e identidades nacionais.
A declaração reforça uma das principais bandeiras do governo Trump: a adoção de uma política migratória mais restritiva, baseada no controle das fronteiras, aplicação das leis de imigração e prioridade à soberania dos Estados Unidos.
Trump utilizou boa parte de seu discurso de aproximadamente 37 minutos para defender as ações adotadas desde seu retorno à Casa Branca e apresentar uma visão de política externa centrada nos interesses nacionais dos Estados Unidos. O pronunciamento também abordou temas como Irã, Cuba, Venezuela, cartéis de drogas, Tribunal Penal Internacional e inteligência artificial.
A fala sobre imigração, no entanto, exige uma distinção importante. Trump afirmou que não existe um direito humano à “imigração ilegal”; ele não afirmou que imigrantes em situação irregular não possuem direitos humanos. A diferença é relevante porque a condição migratória de uma pessoa não elimina as proteções e garantias jurídicas que possam ser aplicáveis a ela.
Ao levar a discussão sobre imigração para a tribuna da ONU, Trump associou diretamente o controle migratório à soberania nacional e deixou claro que sua administração pretende continuar tratando a segurança das fronteiras como uma das prioridades dos Estados Unidos.





