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Vice-presidente dos EUA anuncia que ICE vão de porta em porta para encontrar imigrantes indocumentados

Vice-presidente afirma que governo Trump pretende ampliar prisões e deportações com o reforço de agentes de imigração. Declarações aumentam a preocupação entre comunidades de imigrantes, enquanto especialistas alertam para os limites legais de operações dentro de residências.

Publicado em 10/18/26
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Vice-presidente dos EUA anuncia que ICE vão de porta em porta para encontrar imigrantes indocumentados

Da redação

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) poderão intensificar operações de porta em porta para localizar e prender estrangeiros que vivem no país sem autorização migratória. A estratégia faz parte dos esforços do governo do presidente Donald Trump para ampliar o número de detenções e deportações em território americano.

A declaração foi feita em 7 de janeiro de 2026, durante uma entrevista ao programa Jesse Watters Primetime, da Fox News. Na ocasião, Vance afirmou que o aumento do efetivo do ICE permitiria ampliar o alcance das operações de fiscalização migratória.

Segundo o vice-presidente, a expectativa é que os números de deportações cresçam à medida que novos agentes sejam incorporados às equipes responsáveis pela identificação e prisão de imigrantes sujeitos à remoção.

A manifestação de Vance sinaliza a intenção da administração Trump de intensificar a fiscalização também em áreas residenciais, além das operações realizadas em locais de trabalho, estabelecimentos comerciais, tribunais e vias públicas.

A possibilidade de agentes federais realizarem buscas de porta em porta levanta preocupações entre comunidades de estrangeiros que vivem nos Estados Unidos, incluindo milhares de brasileiros que não possuem situação migratória regularizada.

Embora o ICE já realize operações em bairros residenciais, a ampliação dessa estratégia poderá aumentar a frequência de abordagens em endereços associados a pessoas procuradas pelas autoridades migratórias.

Entretanto, a declaração do vice-presidente não significa que todos os imigrantes sem documentação estejam automaticamente sujeitos a uma operação residencial imediata. As ações dependem de procedimentos operacionais e das circunstâncias de cada caso.

Também é importante destacar que a permanência irregular nos Estados Unidos, por si só, geralmente constitui uma infração de natureza civil migratória, embora determinadas condutas, como a entrada irregular no território americano, possam configurar crimes federais.

Em 8 de janeiro, durante uma entrevista coletiva na Casa Branca, Vance voltou a abordar o assunto e confirmou que agentes federais já realizavam operações residenciais para localizar estrangeiros com antecedentes criminais e em situação migratória irregular.

A declaração reforçou a posição do governo de que o cumprimento das leis de imigração continuará sendo uma prioridade, mesmo diante das críticas de organizações de defesa dos direitos civis e de autoridades estaduais e municipais que questionam determinados métodos utilizados pelo ICE.

 

Entrada nas residências provoca disputa judicial

Um dos pontos mais controversos da política migratória envolve a possibilidade de agentes federais entrarem em propriedades particulares sem autorização de um juiz.

A Quarta Emenda da Constituição americana estabelece proteções contra buscas e apreensões consideradas abusivas. Tradicionalmente, a entrada forçada em uma residência exige um mandado judicial, consentimento válido do morador ou circunstâncias excepcionais previstas em lei.

Entretanto, um memorando interno do ICE, divulgado em janeiro de 2026, revelou orientações que permitem aos agentes utilizar determinados mandados administrativos para entrar em residências de pessoas com ordens definitivas de deportação. A interpretação é contestada por organizações jurídicas, que argumentam que documentos emitidos pela própria agência não substituem a autorização de um juiz.

A controvérsia chegou à Justiça Federal em Massachusetts. Organizações como o Brazilian Worker Center e a Greater Boston Latino Network participaram de uma ação judicial questionando a política de entrada em residências sem mandado judicial.

 

Brasileiros devem acompanhar mudanças

Para a comunidade brasileira, especialmente em estados com grande concentração de imigrantes, como Massachusetts, Connecticut, New Jersey, Nova York e Flórida, as declarações representam mais um sinal da continuidade da política de fiscalização migratória do governo Trump.

Especialistas recomendam que estrangeiros conheçam seus direitos constitucionais, mantenham seus documentos organizados e procurem orientação jurídica especializada quando enfrentarem problemas relacionados à situação migratória.

Apesar da repercussão das declarações de JD Vance, não há confirmação de que uma nova operação nacional de porta em porta tenha sido anunciada especificamente em outubro. As afirmações do vice-presidente ocorreram em janeiro e devem ser compreendidas dentro da política de intensificação das deportações adotada pela administração Trump.

O governo federal sustenta que as medidas são necessárias para garantir o cumprimento das leis migratórias. Já organizações de direitos civis alertam que a ampliação das operações precisa respeitar as garantias constitucionais de todas as pessoas que vivem nos Estados Unidos, independentemente de sua nacionalidade ou situação imigratória.

 

Fonte: Brazilian Times

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