Um voo procedente dos Estados Unidos chegou ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (Minas Gerais), com 65 brasileiros repatriados. A aeronave pousou na semana passada e o desembarque dos passageiros foi autorizado à 1h15 no dia 18.
Do total de pessoas que estavam no voo, 58 eram homens e sete mulheres. A maioria tinha entre 18 e 39 anos, enquanto a média de idade do grupo era de 34 anos.
Após a chegada, 20 passageiros passaram por uma triagem de saúde realizada pelo Hospital das Clínicas, em parceria com o Ministério da Saúde. O atendimento aos repatriados também inclui identificação de necessidades imediatas, assistência médica, apoio psicossocial e orientações para acesso a serviços públicos e deslocamento até os municípios de destino.
Ainda no aeroporto, 12 brasileiros decidiram seguir viagem por conta própria. Outras quatro pessoas deixaram o atendimento depois de chegarem à estrutura de acolhimento temporário. Com isso, foram registrados 16 desligamentos do serviço de acolhimento.
No segundo dia de atendimento, os brasileiros também tiveram acesso à vacinação, realizada pelo município de Pedro Leopoldo (MG).
Foram disponibilizadas vacinas contra febre amarela, difteria e tétano, hepatite B, gripe e Covid-19, além da tríplice viral. Para as faixas etárias indicadas, também foram oferecidas doses contra HPV, para pessoas de até 19 anos, e meningocócica ACWY, para pessoas de até 14 anos.
A vacinação faz parte de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e municípios localizados no entorno do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. A cada operação semanal, um dos municípios participantes fica responsável pela imunização.
Orientação para familiares
Familiares que procuram informações oficiais sobre a chegada dos voos, contato com os repatriados após o retorno ao Brasil ou serviços de acolhimento podem procurar os canais do programa de repatriação e acolhimento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
O atendimento é feito pelo WhatsApp +55 (61) 9168-9789 e pelo e-mail aquiebrasil@mdh.gov.br.
As autoridades também orientam que informações pessoais, como nome completo, documentos, localização, fotografias, cidade de origem ou dados relacionados à detenção, não sejam fornecidas a terceiros que se apresentem como voluntários ou ofereçam ajuda. Segundo o programa, não existem voluntários ou representantes autorizados a coletar dados pessoais fora dos canais oficiais.
Repatriados e familiares também podem buscar orientação no Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM), pelo telefone +55 (61) 99202-1424 ou pelo e-mail credh-rm@iom.int.





