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Edição MA 4384

Última Edição #4384

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 85
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De Veneza a Roma: do Navio ao Trem-Bala

Tudo que é bom termina, e assim foi no cruzeiro pelo Mediterrâneo, mas uma aventura acaba para dar início a outra. Assim que desembarcamos em Veneza não havia muito tempo para se perder, próximo destino Roma. Não queríamos desperdiçar nenhum momento e ainda aproveitar a tarde em Roma. Agora tudo mudou, saindo de um cruzeiro navegando a uma média de 35 km/h e indo para um trem-bala, o Frecciarossa, com velocidade de até 300 km/h.

Tudo que é bom termina, e assim foi no cruzeiro pelo Mediterrâneo, mas uma aventura acaba para dar início a outra. Assim que desembarcamos em Veneza não havia muito tempo para se perder, próximo destino Roma. Não queríamos desperdiçar nenhum momento e ainda aproveitar a tarde em Roma. Agora tudo mudou, saindo de um cruzeiro navegando a uma média de 35 km/h e indo para um trem-bala, o Frecciarossa, com velocidade de até 300 km/h.

Na estação de trem foi uma aventura muito engraçada, pois o grupo era grande e íamos com um monte de malas de uma plataforma a outra. Demorou um pouco para descobrir qual era o local de embarque, mas finalmente descobrimos. Quando já achávamos que estava tudo tranquilo, alguém soltou a notícia, o trem só parava por 3 minutos. O nosso grupo tinha aproximadamente 40 pessoas, imagino que no mínimo 60 malas tinham que estar dentro do trem nesses 3 minutos. Essa foi uma das cenas mais inusitadas que eu já presenciei. Primeiro tínhamos que descobrir onde uma das portas do trem ia parar.

O que fizemos foi colocar todas as malas em fila indiana, duas pessoas ficaram colocando as malas para dentro do trem e o restante distribuía tudo lá dentro. E tivemos a sorte de ter no nosso grupo um sujeito muito grande e forte, o Euzébio. O trem chegou, começamos a empurrar as malas e o Euzébio jogava as nossas malas com uma facilidade que mais parecia que estava arremessando caixas de sapato fora. Parecia que Hércules tinha vindo junto conosco lá da Grécia, mas deu tudo certo e finalmente embarcamos.

O Frecciarossa é o principal serviço de trem de alta velocidade da Itália, operado pela empresa Trenitalia. Frecciarossa significa Flecha Vermelha em italiano. Os trens conectam as principais cidades italianas em alta velocidade, oferecendo conforto comparável ao de uma viagem de avião, mas com a vantagem de chegar ao centro das cidades.

A velocidade máxima operacional é de 300 km/h, e alguns modelos foram projetados para atingir até 400 km/h, embora operem comercialmente a até 300 km/h. Se você estiver planejando um roteiro como Roma, Florença, Veneza e Milão, o Frecciarossa é geralmente a melhor opção de transporte entre essas cidades. Na Europa eu prefiro sempre viajar de trem, é a forma mais rápida e prática de se deslocar entre as cidades.

Em Roma ficamos em um hotel perto de tudo, mas muito caseiro, a escolha não poderia ter sido melhor. Assim que todo mundo se acomodou, naturalmente o grupo todo foi se encontrando no delicioso terraço do hotel. Depois de um bom cafezinho e uns aperitivos, já estava na hora de continuar a nossa jornada e explorar Roma.

Eu não via a hora de começar a caminhar pelas ruas que guardam história de milênios e por onde passaram verdadeiros influentes como Julius Caesar, Augustus, Constantine e outros. Também não dá para deixar de lado o charme das ruas de piso de pedra e da arquitetura milenar. Um guia veio nos buscar no hotel e assim começou a nossa jornada por Roma.

Logo atravessamos o Rio Tibre, que não é o Rio Rubicão, com direito de voltar, e fomos para a Praça Farnese.

Dominando a Piazza Farnese, ou Praça Farnese, fica o Palácio Farnese, que desde 1874 abriga a Embaixada da França na Itália. O prédio é muito bonito, tendo a fachada em dois tons, o primeiro andar em um marrom claro e os dois andares superiores em um amarelo toscano, quase pastel. Também na praça há duas fontes.

A Fontana Settentrionale di Piazza Farnese, ou Fonte Norte da Praça Farnese, é uma das duas fontes monumentais que decoram a Piazza Farnese. A outra é conhecida como Fontana Meridionale, localizada no lado sul da praça. Continuamos o nosso tour em direção ao Monumento a Giordano Bruno.

A pequena praça onde fica o Monumento a Giordano Bruno é cercada de prédios bem coloridos, um lugar mais que ideal para fotos. Como quase toda praça em Roma, segue o padrão de bares e restaurantes ao redor, que por sinal mantêm o charme do lugar.

Um pouco sobre o monumento, ele marca o local onde o filósofo, astrônomo e frade dominicano Giordano Bruno foi executado na fogueira em 17 de fevereiro de 1600, após ser condenado pela Inquisição. A estátua foi inaugurada em 1889 e é obra do escultor italiano Ettore Ferrari. Agora o destino é a Piazza Navona, onde fica a Embaixada do Brasil.

Dessa vez eu tenho que falar da gigante Piazza Navona, ou Praça Navona, construída sobre as ruínas do antigo Estádio de Domiciano. A Piazza Navona é uma das praças mais famosas e elegantes de Roma. Conhecida por suas magníficas fontes barrocas, artistas de rua, cafés e edifícios históricos, ela é um dos locais mais visitados da capital italiana.

O grande destaque é a Fontana dei Quattro Fiumi, a Fonte dos Quatro Rios, criada por Gian Lorenzo Bernini em 1651. A fonte é muito imponente, tendo no centro um obelisco de granito. Ao redor do obelisco estão quatro gigantescas figuras masculinas em mármore, cada uma representando um importante rio de um continente conhecido no século XVII.

Em frente à Fontana dei Quattro Fiumi fica a Sant’Agnese in Agone, conhecida em português como Igreja de Santa Inês em Agone, uma das mais belas igrejas barrocas de Roma e um dos principais destaques da Piazza Navona. Sua imponente fachada e a grande cúpula dominam a paisagem da praça, formando um dos conjuntos arquitetônicos mais famosos da cidade.

O interior da igreja é ricamente decorado com mármores coloridos, esculturas e afrescos. A grande cúpula permite a entrada de luz natural, criando um ambiente elegante e acolhedor. Um dos destaques é a cripta, onde são preservadas relíquias associadas a Santa Inês.

Além da Fonte dos Quatro Rios, a praça abriga outras duas fontes históricas, a Fontana del Nettuno, a Fonte de Netuno, na extremidade norte, e a Fontana del Moro, a Fonte do Mouro, na extremidade sul.

A Fontana del Nettuno fica na extremidade norte da Piazza Navona e chama a atenção pela imponência da escultura de Netuno enfrentando um polvo gigante com seu tridente. Ao redor da figura central, cavalos-marinhos, golfinhos e outras criaturas marinhas parecem ganhar vida com o movimento da água, criando uma cena cheia de energia.

A Fontana del Moro está localizada na extremidade sul da Piazza Navona e possui um estilo mais elegante e expressivo. No centro da fonte, um homem musculoso luta com um golfinho enquanto a água jorra ao seu redor, dando a impressão de que toda a cena está em movimento. Bem em frente, num prédio clássico e elegante, todo num único tom de cinza, fica a Embaixada do Brasil.

Atualmente a Piazza Navona é um dos pontos mais animados de Roma. Durante o dia recebe pintores, músicos e artistas de rua. À noite a iluminação destaca as fontes e os edifícios barrocos, criando um ambiente romântico e muito procurado por moradores e turistas.

Uma curiosidade, o nome Navona deriva da palavra latina in agone, usada para designar as competições atléticas realizadas no antigo Estádio de Domiciano. Com o passar dos séculos a expressão evoluiu para Navona, nome que a praça mantém até hoje.

Roma não é pequena e tem muita história para ser contada, por isso vou parando por aqui, e na próxima matéria continuo com mais sobre o que eu registrei de Roma e suas curiosidades.

Viajar e fotografar é uma forma maravilhosa de eternizar momentos, descobrir novos olhares e reviver, para sempre, as emoções de cada destino visitado.

Eu sempre acredito que é importante contar com um agente de viagens de confiança. Eu tenho o meu e espero que você também tenha o seu.

Todas as viagens que compartilho aqui foram realizadas com os meus próprios recursos. Nenhuma delas foi patrocinada ou presenteada por ninguém. O que você lê é a minha experiência real, paga do meu bolso e vivida do meu jeito, como qualquer viajante comum.

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