Publicado em 22/01/2008 as 12:00am

Israel alivia bloqueio e Faixa de Gaza volta a ter luz

Israel autorizou nesta terça-feira, 22, o envio de combustível para a maior usina de energia da Faixa de Gaza, aliviando um pouco o bloqueio responsável por deixar a região às escuras e por gerar protestos na comunidade internacional.

Israel autorizou nesta terça-feira, 22, o envio de combustível para a maior usina de energia da Faixa de Gaza, aliviando um pouco o bloqueio responsável por deixar a região às escuras e por gerar protestos na comunidade internacional. 

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, disse ter conversado a respeito do assunto com o governo de Israel, o qual argumentou ter fechado as fronteiras como retaliação ao lançamento de foguetes por militantes palestinos.

"Ninguém deseja que os moradores inocentes da Faixa de Gaza sofram, de forma que conversamos com os israelenses sobre a importância de não permitir a instalação de uma crise humanitária naquela região", afirmou Rice a repórteres que a acompanham em uma viagem a Berlim.

Na Cisjordânia ocupada, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que continuaria a realizar as negociações de paz com Israel e que, ao mesmo tempo, "prosseguiria com os nossos esforços para ver esse cerco totalmente levantado". Abbas manifestou mais uma vez sua opinião de que o disparo de foguetes a partir da Faixa de Gaza representa uma atitude "inútil".

Israel concedeu à União Européia (UE) autorização para levar à região uma quantidade de combustível industrial suficiente para uma semana de funcionamento da usina de força, paralisada no domingo depois do fechamento das fronteiras imposto pelo governo israelense.

O diretor da usina, Derar Abu Sissi, disse que uma das duas turbinas voltou a funcionar com a chegada do combustível, retomando o fornecimento de eletricidade para algumas áreas da populosa cidade de Gaza.

Israel prometeu autorizar a entrada de 500 mil litros de óleo diesel para geradores de eletricidade, bem como gás de cozinha, alimentos e remédios. A região, no entanto, continuaria sem receber gasolina.

"Decidimos agora avaliar o que está mais em falta e permitir a importação com base nisso", afirmou Shlomo Dror, porta-voz do Ministério da Defesa de Israel.

A UE e agências internacionais de ajuda humanitária criticaram o fechamento das fronteiras, classificando-o como uma "punição coletiva" contra os 1,5 milhão de moradores da Faixa de Gaza, muitos dos quais dependem das doações vindas de fora para sobreviverem.

O governo israelense negou que a situação no território aproxime-se de uma crise e justificou o fechamento da fronteira argumentando se tratar de uma reação legítima aos ataques com foguete realizados pelo Hamas e por outros grupos militantes.

Foguetes


A decisão de Israel de permitir o envio de material de emergência para o território palestino surgiu depois de uma queda no número de disparos de foguete.

O Hamas recusa-se a abrir mão da luta armada contra o Estado judaico e opõe-se aos esforços de paz realizados por Abbas.

Na terça-feira, os palestinos lançaram ao menos um foguete da Faixa de Gaza para dentro do território israelense, sem provocar danos. Na sexta-feira e no sábado, segundo os militares de Israel, foram realizados 45 ataques daquele tipo.

Fonte: (agestado)