Publicado em 3/08/2008 as 12:00am

Secretário do Tesouro dos EUA prevê crescimento positivo em 2008

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, disse nesta quinta-feira estar convencido de que o país terá um crescimento positivo apesar de "moderado" até o fim do ano, e que o pior da crise imobiliária terá passado em alguns meses.

 

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, disse nesta quinta-feira estar convencido de que o país terá um crescimento positivo apesar de "moderado" até o fim do ano, e que o pior da crise imobiliária terá passado em alguns meses.

"Nossa economia segue enfrentando dificuldades que seguirão pesando sobre o crescimento a longo prazo, mas é importante nos mantermos conscientes de que os fundamentos de longo prazo são bons", afirmou em discurso em Washington.

"Eu espero que nossa economia siga crescendo este ano, ainda que a um ritmo moderado", acrescentou, declarando-se convencido de que o plano de reativação "seguirá sustentando a economia no segundo semestre".

Paulson ressaltou que o setor imobiliário segue "no coração dos desafios econômicos que enfrentamos" e continuam representando "o maior perigo" para a economia norte-americana.

"Devemos passar pelos ajustes necessários no setor imobiliário e nos mercados de crédito para voltar a um crescimento mais forte no próximo ano e depois", disse.

PIB

Segundo divulgou o Departamento de Comércio dos Estados Unidos nesta quinta-feira, o país registrou crescimento de apenas 1,9% no segundo trimestre, apesar do impulso do plano de reativação econômica e da debilidade do dólar, reavivando os temores de uma desaceleração mais acentuada antes do fim do ano, de acordo com analistas.

O desempenho decepcionou os mercados, que previam uma alta de 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em ritmo anual.

"São números fracos e inferiores às expectativas", resumiu Stephen Gallagher, da Société Générale.

Além disso, o crescimento dos trimestres anteriores foi corrigido para baixo: 0,9% em substituição de 1% para o primeiro; e -0,2%, em vez de 0,6% para o último trimestre de 2007. Foi a primeira vez que a economia americana registrou números vermelhos desde a recessão de 2001.

A menos de uma semana da próxima reunião do Comitê de Política Econômica do Fed (Federal Reserve, o banco Central americano), as cifras do PIB não ajudaram a afastar os temores de recessão (definida como dois trimestres consecutivos de crescimento negativo).

A preocupação atual dos analistas é que a economia se enfraqueça, à medida que o estímulo do plano de reativação vá perdendo força. Essa perspectiva deve fortalecer a idéia de um segundo programa semelhante, enfaticamente defendida por grande parte dos democratas.

Fonte: (Folha Online)