Publicado em 29/10/2008 as 12:00am

Obama não quis comentar planos de atentado

O governo dos Estados Unidos informou que desarticulou uma conspiração de neonazistas, que planejavam os assassinatos do candidato democrata à Presidência americana, Barack Obama

O governo dos Estados Unidos informou que desarticulou uma conspiração de neonazistas, que planejavam os assassinatos do candidato democrata à Presidência americana, Barack Obama, e de mais 102 afro-americanos no Mississippi. O complô foi desmantelado por agentes do Escritório para Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF, na sigla em inglês).
Em gravações liberadas por um corte distrital em Jackson, no Tennessee, os agentes federais dizem que desmantelaram planos para o roubo de uma loja de armas, ao qual se seguiria uma matança em uma escola secundária cuja maioria dos alunos são afro-americanos. Os agentes afirmam que os neonazistas, dois homens já detidos sem direito a fiança, não identificaram qual escola seria o alvo. Em seguida, eles sairiam do local de automóvel para fazer chacinas em vários Estados. O crime seria finalizado com o assassinato de Obama.
Jim Cavanaugh, agente especial do ATF em Nashville, disse que os dois homens planejavam matar a tiros 88 afro-americanos e depois decapitar outros 14. Os números 88 e 14 são simbólicos na comunidade que defende a "supremacia branca" nos Estados Unidos. Os dois homens planejavam fazer a matança na escola e em seguida partirem em uma missão que seria coroada pelo assassinato de Obama, declarou Cavanaugh. "Eles disseram que esse seria o último e final ato deles - que eles tentariam matar o senador Obama", afirmou Cavanaugh. "Eles não acreditavam que seriam capazes de fazer isso, mas disseram que morreriam tentando."
Integrantes do comitê de campanha do candidato democrata não quiseram comentar os acontecimentos, mas solicitaram reforço de policiamento para os próximos eventos nos quais Obama participará. Ele pode se tornar o primeiro presidente negro dos Estados Unidos e está à frente do republicano John McCain nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial, marcada para 4 de novembro.

Fonte: (acheiUSA)