Publicado em 4/11/2008 as 12:00am

Tia de Obama vive ilegalmente nos EUA

O governo americano está investigando se alguma lei foi desrespeitada no caso do vazamento de um informante, que teria ligado para aquela agência de notícias e "entregue" uma tia distante do candidato democrata à Casa Branca

O governo americano está investigando se alguma lei foi desrespeitada no caso do vazamento de um informante, que teria ligado para aquela agência de notícias e “entregue” uma tia distante do candidato democrata à Casa Branca, que mora ilegalmente no país. Natural do Kenya, ela foi deportada há alguns anos atrás, após um juiz de imigração ter negado seu pedido de asilo. O informante, que não se identificou à Associated Press, pediu para ficar anônimo no caso, porque ninguém estaria autorizado a falar do assunto.

 

A mulher, de nome Zeituni Onyango (pronúncia: zay-TUHN on-YANG-oh), não se ausentou do país, mora atualmente num “projeto” em Boston e é meia-irmã do pai biológico de Obama.

 

O ICE (Immigration and Customs Enforcement) pediu a seu inspetor geral e ao escritório de Responsabilidade Profissional no sábado passado (1) para investigar se alguma lei foi violada, depois que a informação sobre o caso de  Onyango foi vazada ao público. O Departamento de Segurança Interna (The Homeland Security Department), o qual supervisiona os serviços do  ICE, não está autorizado a revelar detalhes sobre o status imigratório de uma pessoa.

 

A informação sobre Onyango foi revelada e confirmada por duas fontes diferentes, uma delas sendo um oficial federal. O caso era de conhecimento do governo federal, mas a Associated Press não pôde afirmar se foi algum informante envolvido com a administração Bush ou com a campanha do republicano McCain, que teria feito a revelação. Como isso aconteceu somente a cinco dias das eleições para presidente, o estrategista da campanha de Obama, David Axelrod, comentou que todos são suspeitos quando acontece algo assim às vésperas de uma eleição

 

Numa entrevista com Katie Couric, âncora da CBS News, Obama afirmou:

“Se ela estiver violando as leis do país, essas leis precisam ser obedecidas. Claro que isso não diminui minha preocupação com ela. Ainda não tivemos oportunidade de conversar pessoalmente. Mas, eu sou a favor de que se apliquem as leis”.

 

O escritório de campanha de Obama disse que iria mandar de volta os $260 dólares que Onyango tinha enviado como contribuição à campanha do sobrinho. As leis federais que regulam as eleições proibem estrangeiros de fazerem doações políticas.

 

Onyango, de 56 anos, é parte da enorme famíla do lado paterno de Obama. Barack Obama Sr. morreu num acidente de carro em 1982 e deixou o filho quando ele tinha somente 2 anos de idade. Eles só se viram, depois disso, uma única vez, quando Obama o visitou por um mês, com 10 anos de idade.

 

Obama foi criado por sua mãe e os pais dela no Havaí. Ele conheceu o lado familiar do pai quando viajou à África há 20 anos atrás. Obama chamava a tia Onyango de “Tia Zeituni", quando descrevia a viagem em suas memórias, dizendo:  “Ela é uma mulher bem corajosa e orgulhosa”.

 

A recusa de Onyango em deixar o país poderia representar uma violação administrativa, não reconhecida como crime. Ou seja, casos como esse são resolvidos fora do sistema criminal.  A AP não conseguiu, até agora, o testemunho de “tia” Onyango.

Fonte: (Da redação)