Publicado em 25/11/2008 as 12:00am

Fed anuncia novo resgate de US$ 800 bi nos EUA

O Fed (Federal Reserve Bank, o Banco Central dos Estados Unidos) anunciou na terça-feira, 25, que vai injetar mais US$ 800 bilhões na economia americana para amenizar os efeitos da crise financeira no país

 

O Fed (Federal Reserve Bank, o Banco Central dos Estados Unidos) anunciou na terça-feira, 25,  que vai injetar mais US$ 800 bilhões na economia americana para amenizar os efeitos da crise financeira no país.

Desse total, US$ 600 bilhões devem ser usados para comprar dívidas relacionadas a hipotecas, em uma tentativa de incentivar o aumento da oferta de liquidez no mercado imobiliário.

Com o avanço da crise, os bancos e outras instituições financeiras passaram a diminuir a oferta de empréstimos, o que agravou o desaquecimento econômico, criando um ciclo vicioso.

A maior parte do dinheiro (US$ 500 bilhões) será usada para comprar títulos lastreados por hipotecas das gigantes do setor, Fannie Mae e Freddie Mac, que passaram a ser controladas pelo governo americano em setembro, e também da Ginnie Mae (uma corporação governamental que atua no setor de financiamentos imobiliários).

Os US$ 100 bilhões restantes devem ser usados para comprar dívidas da Freddie Mac, da Fannie Mae e do Sistema Bancário Federal de Empréstimos Habitacionais (Federal Home Loan Bank System, em inglês), que oferece reservas de crédito a associações, bancos e outras entidades que fazem financiamentos para a compra de imóveis.

 

Empréstimos estudantis, sim. Dívidas de “mortgages”,  ainda não

 

Em um comunicado, o Fed diz que a decisão de investir os US$ 600 bilhões "está sendo tomada para reduzir os custos e aumentar a disponibilidade de crédito para a compra de casas, o que por sua vez deve dar suporte aos mercados habitacionais e criar condições para a melhoria das condições nos mercados financeiros de forma mais geral".

A nota também diz que o gasto com a compra das dívidas hipotecárias (mortgages) não deve ocorrer de uma vez e, sim, aos poucos, "durante vários trimestres".

Separadamente, outros US$ 200 bilhões devem ser usados para ajudar consumidores que contraíram dívidas de outras formas, como por exemplo em empréstimos estudantis ou por meio do cartão de crédito.

Fonte: (BBC)