Publicado em 1/12/2008 as 12:00am

Indianos protestam contra o governo

Centenas de indianos realizaram protestos no domingo (30), contra o governo indiano, após informações de que a administração já tinha recebido alertas sobre os atentados em Bombaim (Mumbai) e não tomou nenhuma medida para evitá-los

Centenas de indianos realizaram protestos no domingo (30), contra o governo indiano, após informações de que a administração já tinha recebido alertas sobre os atentados em Bombaim (Mumbai) e não tomou nenhuma medida para evitá-los. Os relatos sugerem que se sabia até que os responsáveis pelos ataques chegariam à Índia de barco.

            O Ministro do Interior indiano, Shivraj Patil, entregou seu pedido de renúncia e assumiu a "responsabilidade moral" pelos atentados, que deixaram 174 mortos.

            O pedido foi aceito e ele foi substituído pelo Ministro das Finanças, P. Chidambaram. Além de Patil, o Conselheiro de Segurança Nacional, MK Narayanan, também pediu sua renúncia.

            Segundo o correspondente da BBC.com em Nova Déli, Sanjoy Majumder, a substituição de Patil deve ser o primeiro passo de uma extensa revisão do sistema de segurança e inteligência da Índia.

            Pressionado para explicar porque não conseguiu impedir os atentados, o governo convocou um encontro multipartidário para discutir novas medidas antiterroristas, como a possível criação de uma agência especial e a adoção de leis mais rigorosas para combater o terrorismo.

 

            Paquistanes estariam envolvidos nos ataques

            No sábado, as forças de segurança indianas mataram os últimos três atiradores que estavam no interior do prédio do hotel Taj Mahal Palace desde quarta-feira passada. O vice-ministro do Interior indiano, Shakeel Ahmad, disse à BBC.com que quase todos os atiradores seriam paquistaneses treinados em uma ilha no Paquistão. Ele disse ainda que houve uma falta de coordenação entre as autoridades federais e estaduais de Maharashtra na prevenção dos ataques em Bombaim. Apesar da afirmação de Ahmad, o governo ainda não divulgou a identidade ou nacionalidade dos responsáveis pelo ataques.

            O ministro do Exterior paquistanês, Shah Mahmood Qureshi classificou os ataques de "bárbaros". Segundo ele, as próximas 48 horas serão cruciais para avaliar em que nível pode chegar a tensão entre os dois países.

Fonte: (BBC Brasil)