Publicado em 3/12/2008 as 12:00am

Obama encontra governadores e pede parceria contra a crise econômica

Presidente eleito prometeu trabalho rápido para recuperar economia. Governadores querem verba para investimento em infra-estrutura

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, prometeu nesta terça-feira (2) aos governadores americanos que vai trabalhar rápido no plano de recuperação da economia, que inclui corte de impostos e aumento no gasto público federal. Ele disse aos governadores que quer a ajuda deles para desenhar o plano para tirar o país da crise.

"Nós pretendemos fazer o corte de impostos chegar aos bolsos das pressionadas famílias de classe média", disse Obama em encontro na Filadélfia, Pensilvânia, na primeira visita do presidente eleito a um estado depois do pleito de 4 de novembro.

Por conta da recessão provocada pela crise econômica nos EUA, a maioria dos estados enfrenta déficits orçamentários.

O vice-presidente eleito, Joe Biden, disse aos 45 governadores presentes que espera que eles não critiquem a futura administração por aumentar o déficit ao tentar ajudá-los.

Obama prometeu parceria com os governadores republicanos e democratas, sem preferências.

"Eu não vou apenas pedir aos governadores que ajudem a implantar nosso plano de recuperação econômica", disse. "Eu vou ajudá-los a dar forma ao plano."

O encontro ocorreu no histórico Salão do Congresso e colocou frente a frente antigos e futuros rivais políticos. Democratas e republicanos misturaram-se no salão na hora dos discursos.


Biden disse que a presença da governadora do Alasca, Sarah Palin, sua oponente na campanha eleitoral, era um sinal de que os dois partidos agora estão unidas.

Os governadores querem que Obama providencie aos menos US$ 40 bilhões para ajudar no pagamento à assistência à saúde dos pobres e mais US$ 136 bilhões para projetos de infra-estrutura, como reparos de estradas e pontes.

O anfitrião da reunião, o governador da Pensilvânia e presidente da Associação Nacional de Governadores, Ed Rendell, afirmou na segunda: "Sem a ajuda do governo federal teremos que cortar programas e/ou aumentar os impostos, e qualquer uma dessas medidas teria um efeito ainda pior em nossas economias".

 

Fonte: (G1)