Publicado em 28/01/2009 as 12:00am

Brasileiros acusados de falsificação são presos na Espanha

A polícia espanhola prendeu nesta segunda-feira, 26, um grupo de brasileiros acusados de formar uma quadrilha para falsificar e vender documentos espanhóis, portugueses e italianos

A polícia espanhola prendeu nesta segunda-feira, 26,  um grupo de brasileiros acusados de formar uma quadrilha para falsificar e vender documentos espanhóis, portugueses e italianos. A chamada "Operação Carioca" da polícia resultou na prisão de 33 brasileiros em três províncias e no fechamento de cinco laboratórios de fabricação de documentos nas cidades de Madri, Málaga e Miranda de Ebro. O grupo também é acusado de fraude bancária por falsificar documentos que facilitavam o acesso a créditos financeiros por imigrantes brasileiros ilegais. Por ordem judicial, a polícia bloqueou 115 contas correntes em bancos europeus que estavam em nome de cidadãos brasileiros.

Segundo os policiais, os falsificantes vendiam os documentos (carteiras de identidade e de motorista e contratos de trabalho) por preços que variavam entre 600 euros (cerca R$ 1,8 mil) e 3 mil euros (R$ 9 mil). Os investigadores dizem que as falsas carteiras, entregues por correio, eram usadas para que os imigrantes pudessem viver e trabalhar na União Européia e ainda conseguir créditos em bancos - alguns até teriam conseguido financiamento para comprar imóveis.

 

Investigação

As investigações começaram em 2007, depois que a polícia descobriu na cidade de La Coruña, no noroeste do país, um brasileiro acusado de oferecer documentos falsos a imigrantes. Segundo os detetives, o homem - cuja identidade não foi revelada pela polícia - está relacionado com uma série de golpes bancários em Madri, desde a abertura de contas até créditos obtidos por brasileiros com documentos irregulares. Os investigadores dizem ter encontrado também conexões da suposta quadrilha com brasileiros no Reino Unido e em Portugal. Segundo os policiais espanhóis, há indícios de que o grupo estava se organizando para fabricar documentos em massa para imigrantes ilegais em diversos países da Europa.

Um dos acusados de liderar a quadrilha era procurado pelas polícias da Espanha, França, Itália, Alemanha e Portugal. Ele morava legalmente em Londres, foi detido em Lisboa e extraditado à Espanha durante as investigações. Além das prisões e do fechamento dos laboratórios, a polícia apreendeu diversos aparelhos eletrônicos, quase 300 carteiras de identidade falsas quase prontas, carimbos que imitavam os usados pela polícia portuguesa e fotografias de cidadãos brasileiros. A suposta quadrilha de falsificantes é a primeira desmantelada em 2009. No ano passado, mais de 40 organizações brasileiras acusadas do mesmo crime foram descobertas no país.

De acordo com dados do Ministério do Interior espanhol, os brasileiros já são a principal nacionalidade na lista de falsificantes mais procurados pela polícia da Espanha, superando os nigerianos.

Fonte: (ANBT - Agência de Notícias Brazilian Times )