Publicado em 30/01/2009 as 12:00am

Tia de Obama terá audiência em Abril

A tia do presidente, que é meia-irmã do pai Kenyano de Obama, permanece nos EUA. Ela teve seu pedido de asilo recusado em 2004, mas ficou no país

A tia do presidente, que é meia-irmã do pai Kenyano de Obama, permanece nos EUA. Ela teve seu pedido de asilo recusado em 2004, mas ficou no país. Inclusive, foi vista num dos bailes que homenagearam a posse em Washington, DC.

Um memorando especial da agência de imigração pode ter sido enviado, no sentido de não prendê-la antes das eleições presidenciais de novembro de 2008.

Alguns dias antes da eleição, vazou para a imprensa que Zeituni morava num “projeto” em Boston, mesmo com a ordem de deportação de 2004. Desde então, deixou Boston e está lutando pelos seus direitos, de acordo com fontes da Associated Press. Ela foi vista por diversos repórteres participando da festa no Mayflower Hotel de Washington com sua advogada de imigração, Margaret Wong. Encontrou-se com familiares, mas não teve acesso ao presidente.

O memorando do ICE, o qual foi resgatado na semana passada pela Associated Press numa ação do Freedom of Information Act, foi enviado por email a todos seus agentes no dia 31 de outubro de 2007 e expressava “preocupações com assunto negativo de interesse do congresso” e informava que os agentes precisariam de aprovação especial antes de fazer quaisquer prisões naquele período.

Kelly Nantel, porta-voz do ICE, confirmou à AP que a diretriz foi suspensa logo depois da vitória de Obama. Ela também disse à AP que a ordem tinha a intenção de cobrir todos os casos em suspenso e não especificamente se referia a familiares do presidente. A administração Obama foi clara quando comentou que o presidente não contactou nenhuma agência do governo no caso de Ms. Onyango.

Entretanto, o momento exato em que “baixaram” essa diretriz, combina com o fato de uma ordem de prisão para Zeituni interferir com o processo eleitoral. 

A tia de Obama tem audiência marcada na imigração em Boston para o dia 1 de abril.  E parece que sua advogada, Margaret Wong está bem otimista, embora tenha que conduzir esse caso sob os “spotlights” da mídia.

Fonte: (Phydias Barbosa - Tradução)