Publicado em 22/04/2009 as 12:00am

Terrorismo leva Obama ao escritório da CIA

Alguns dias depois de haver tornado público alguns memorandos secretos que detalhavam o uso, pela CIA, de afogamentos simulados enquanto interrogavam suspeitos de terrorismo

 

Alguns dias depois de haver tornado público alguns memorandos secretos que detalhavam o uso, pela CIA, de afogamentos simulados enquanto interrogavam suspeitos de terrorismo, Barack Obama visitou o famoso quartel general da temida agência de espionagem na Virgina, a fim de defender sua decisão e de, também, levantar o moral dos agentes.

“Atuei baseando-me, em particular, nas circunstâncias excepcionais desses memorandos, pois a maioria da informação já era de conhecimento do público”, disse Obama.

Na semana passada, o Departamento de Justiça do governo publicou esses memorandos, que descreviam a justificativa legal da administração Bush para as técnicas de interrogação que incluíam métodos como tortura.

Legisladores republicanos e ex-chefes da CIA têm criticado a liberação dos documentos, debatendo que a revelação dos limites das técnicas de interrogação irão interferir na eficiência dos interrogadores.

Os memorandos detalharam o uso do “waterboarding” (simulação de afogamento), como também a violência física, o isolamento em “solitárias” e a privação do sono.

O presidente Obama disse aos investigadores que os detalhes sobre interrogações do terrorismo já eram de domínio público, porém garantiu seu apoio à agência

De acordo com os documentos, a simulação de afogamento foi usada em Khalid Sheik Muhammed 183 vezes em Março de 2003. Ele teria sido o “cérebro” por trás dos ataques às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001. Abu Zubaydah, suspeito de ser o chefe de logística da al-Qaeda foi “tratado” também com o waterboarding 83 vezes em Agosto de 2002.

Já tinha “vazado” na mídia

O presidente Obama disse, em sua visita à CIA, que um tribunal iria de qualquer maneira, forçar a publicação dos documentos, mas que a maioria do conteúdo já tinha sido informado pelos sites e jornais. Ele pediu aos mais de 100 agentes acotovelados no enorme auditório da agência, que ignorassem a controvérsia, pois está cuidando do caso pessoalmente.

Obama foi anunciado pelo diretor da CIA, Leon Panetta e, no início de seu discurso, foi logo afirmando seu apoio aos investigadores. “Sei que vocês estavam preocupados com a liberação dos documentos, mas acreditem que tem meu apoio”. Ele adicionou que o mais importante é manter os valores e ideais frente aos inimigos do país e completou: “Isso é que faz vocês mais valorosos e especiais”.

Fonte: (Da redação)