Publicado em 28/10/2009 as 12:00am

Presidente Obama faz campanha em Miami

E comenta que a Reforma da Saúde está mesmo emperrada

 

O presidente Barack Obama apareceu, na segunda-feira, 26, em dois locais na Flórida: num hangar da Marina da Naval Air Station de Jacksonville e num hotel de luxo em Miami Beach. Ambas aparições tiveram a intenção de polir a sua imagem num estado marcado pela recessão e arrecadar US$ 1,5 (Um milhão e meio de dólares) para defender a maioria democrática no Congresso.

Esta é a segunda viagem de Obama à Flórida, desde que o estado ajudou a consolidar sua eleição em 2008. (A viagem)deu a impressão de ser um ambicioso golpe de campanha. Ainda ontem, terça-feira, o presidente fez uma parada numa terceira cidade, Arcadia, na Flórida Central, a fim de participar da abertura de uma das maiores usinas de energia solar no país.

 

O presidente falou das mudanças que aconteceram desde que esteve na Flórida pela última vez, mais precisamente em fevereiro, na cidade de Fort Myers, quando divulgou seu plano de estímulo econômico.

Ele sabe que perdeu pontos nas pesquisas, o desemprego aumentou e a reforma do sistema de saúde continua a passos indecisos.

Obama recebeu, pelo menos, um sinal de avanço recente no plano da reforma de saúde, quando os líderes democratas no Senado disseram que vão  promover, na nova legislação, um plano de seguro do governo que concorra com as seguradoras privadas.

"Estamos mais perto do que nunca para aprovar a reforma do sistema de saúde,'' disse Obama a simpatizantes no Fontainebleau Miami Beach Hotel. Mas, acrescentou:"Não quer dizer que será mais fácil a partir de agora. Ainda teremos muito o que enfrentar pela frente”.

A visita do presidente a Miami reflete um “status” de elite presidencial ao estado mais indeciso da nação. Somente a Califórnia e o Arizona tiveram essa honra no passado, de ter o presidente por dois dias.

A mais recente pesquisa da Universidade Quinnipiac fixa a sua taxa de aprovação na Flórida, em 48 por cento, bem abaixo dos 64 por cento em fevereiro, após sua visita a Fort Myers. Entretanto, o desemprego aumentou para 11 por cento no estado.

Obama começou sua visita à Flórida na presença de 3.500 oficiais da Naval Air Station, em Jacksonville. O acidente de helicóptero que matou 14 americanos no Afeganistão serviu como um pano de fundo trágico, bem ao gosto dos americanos.

Obama defendeu-se contra as acusações republicanas que tem sido indeciso em enviar ou não mais tropas ao Afganistão.

"Embora eu nunca hesitarei em usar a força para proteger o povo americano ou os nossos interesses vitais, eu também posso prometer jamais tomar decisões precipitadas como enviá-los para colocá-los em perigo. Não vou arriscar suas vidas, a menos que seja absolutamente necessário”.

Para levantar fundos em Miami Beach, os ingressos custaram 500 dólares, apesar de alguns doadores terem pago até US$100.000 (cem mil dólares) para jantar com o presidente. As células nacionais do Partido Democrata, que são o combustível para as campanhas ao Congresso, tem levantado mais dinheiro do que seus colegas republicanos ao longo do ano de 2008.

“Estamos na ofensiva”, disse a deputada Debbie Wasserman Schultz, de Weston, FL."Também estamos melhor preparados. Os deputados que estão atuando nos distritos mais vulneráveis são experientes e sabem que não podemos descansar sobre os louros.''

Obama foi apresentado no jantar de angariação de fundos pelo senador Bill Nelson, e ao lado dele estavam outros membros democratas do Congresso, incluindo o favorito do partido para outro posto no Senado, Kendrick Meek, de Miami.

Porém, Meek não é bem conhecido fora do Sul da Flórida. Ele tentou aumentar a sua visibilidade falando sobre a visita de Obama numa conferência de imprensa em Jacksonville. E correu para recebê-lo quando o avião presidencial pousou em Miami.

Fonte: (Da redação)